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20/12/2012 - Dia Nacional de Luta protesta contra Natal de demissões em massa no Santander

 

Na frente do Santander Cultural, em Porto Alegre, um boneco Papai Noel gigante acena alegremente para quem passa. O velho de barba branca está sentado ao lado de uma senhorinha. Os dois velhinhos têm atraído deslumbrados transeuntes para fotos. Mas os usuários dos bancos que param por ali com as crianças e fotográficas apontadas mal sabem que o Papai Noel do Santander virou as costas para mais de 1 mil de seus funcionários. E principalmente para os mais antigos.

Sem avisar, o Santander demitiu, no início do mês, cerca de 1.280 funcionários. O Papai Noel vermelho e branco, com as mesmas cores do banco espanhol, acena, na verdade, para aqueles trabalhadores com 10, 20, 30 anos de casa. Dá um irônico adeus. Esses formam o perfil predominante dos que foram mandados embora. Nesta terça-feira, dia 18, bancários de todo o Brasil paralisaram agências e entregaram a carta aberta Natal no Santander: demissões em massa. Banco espanhol não respeita o Brasil e os brasileiros.

O documento, distribuído a funcionários e clientes de agências do Centro de Porto Alegre, descreve o clima de tensão e medo que o presente de Natal do Santander instalou no ambiente de trabalho dos bancários e bancárias. A carta entregue defende que não há motivos de o Santander demitir no Brasil.

Não há crise para o banco espanhol aqui. De janeiro a setembro de 2012, o lucro líquido chegou muito perto dos R$ 5 bilhões. E esse lucro auferido no Brasil representa 26% de tudo o que o Santander lucra no mundo. O efeito das demissões em massa será a tristeza de muitas famílias de bancários e bancárias na ceia de Natal e a precarização do atendimento ao público. Menor número de bancários para atender nas agências significa mais tempo em filas.

O dia nacional de luta contra as demissões em massa no Santander busca sensibilizar a população e mostrar que não só os trabalhadores são atingidos. A campanha tenta reverter as demissões, mas precisa do apoio popular. “O Santander não tem respeito pelos investimentos públicos e pelo esforço que os governos fazem para gerar e manter empregos. E quando demite, demite nos piores momentos do ano. Este ano foi nas vésperas do Natal. Em outros anos, o Santander já demitiu no Carnaval também”, diz o diretor do SindBancários e funcionário do Santander, Paulo Stekel.

Para o diretor da CUT/RS e do SindBancários, Sandro Rodrigues, o clima é de apreensão:  “estamos na luta, tentando a reintegração desses colegas. No Estado foram cerca de 60 demissões, mais de 30 apenas em Porto Alegre”. O dirigente também relatou que não houve critério para despedir os funcionários: “demitiram tanto pessoas em início de carreira, como os que estavam com doenças ocupacionais ou perto de se aposentar”.

Como se não bastasse, o menor número de funcionários também faz aumentar a pressão por metas abusivas e a necessidade de atender mais clientes. O resultado é mais trabalho, mais tensão, mais pressão e mais sofrimento psíquico. Definitivamente, a tranquilidade daquele Papai Noel em frente ao Santander Cultural, no Centro de Porto Alegre, não pode ser mais falsa. Redação Imprensa SindBancários com CUT/RS



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