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15.10.14 - Radialista suplente tem estabilidade reconhecida e conquista direito à reintegração

A reprodução, a seguir, de matéria extraída do site do TST, refere-se ao caso do radialista e companheiro J.Reis, integrante da direção do Sindicato dos Radialistas de São Paulo, que ficou durante o período de 6 anos brigando pela sua reintegração. Esta é uma vitória da categoria e desde já nossa direção parabeniza J.Reis por essa justa conquista. Confira:

Foi negado provimento, pela 8ª Turma do TST, a agravo da Rádio Ferreirense Ltda., emissora da cidade de Porto Ferreira (SP), para manter o direito de um radialista à estabilidade provisória no emprego na condição de dirigente sindical suplente. A decisão foi unânime.

O locutor foi demitido sem justa causa em novembro de 2008. Data em que, segundo ele, tinha estabilidade por ter sido eleito um ano antes para mandato de três anos como suplente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão no Estado de São Paulo e, posteriormente, reeleito. Assim, seria nula a dispensa, tendo direito à reintegração e indenização.

A emissora negou o direito à reintegração alegando que o radialista, quando se inscreveu para a eleição, já sabia que não pertencia mais à categoria e sequer poderia ter a inscrição aceita pelo sindicato, tendo ocorrido uma "artimanha" entre a entidade e o profissional para reelegê-lo.

Para o TRT15 (Campinas), o artigo 8º, inciso VIII, da Constituição, alçou a garantia de emprego de possuidor de cargo de representação sindical ao patamar de direito fundamental social com o fim de proteger não o empregado, mas toda a categoria.

Ao entender que o radialista foi eleito como primeiro suplente da Diretoria Executiva do sindicato, o Regional reconheceu o direito à estabilidade até novembro de 2014, e determinou que a emissora o reintegrasse e o indenizasse.

A rádio entrou com recurso para o TST tentando modificar o entendimento regional, mas a Oitava Turma negou provimento ao afirmar que a Súmula nº 369 do TST, em seu item II, esclareceu que o artigo 522 da CLT foi recepcionado pela Constituição. Neste caso, a estabilidade prevista no artigo 543, § 3º, da CLT limita a sete dirigentes sindicais e igual número de suplentes, podendo haver até 14 empregados com estabilidade provisória por sindicato.

De acordo com a relatora, desembargadora convocada Jane Granzoto da Silva, como não constava do acórdão que o sindicato profissional teria extrapolado o número máximo de dirigentes, para decidir de outra forma, seria preciso reexaminar fatos e provas, o que é vedado ao TST pela Súmula nº 126 do Tribunal. "O que está registrado no julgado é que o Autor era o primeiro suplente da lista, razão pela qual também goza da estabilidade provisória, nos termos da Súmula nº 369, II, do TST", afirmou. Processo: AIRR-144-65.2012.5.15.0048 Fonte: TST



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