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08.10.2015 - Nós Radialistas temos uma Lei, os Jornalistas têm um Decreto

Quase que diariamente temos ouvido, em uma emissora de rádio de Porto Alegre, ataques constantes ao nosso Sindicato. Mesmo que o ataque seja feito de forma direta ao nosso presidente, a partir do momento que ele foi eleito para a presidência, todo o ataque passa a ser diretamente à categoria. O que causa surpresa é que alguns colegas não conseguem ver dessa forma. Há entre nossos “colegas de profissão” o entendimento de que a categoria não sofre agressão com os ataques.

O motivo dos ataques, parte do fato de o Sindicato exercer o papel de defesa da manutenção do exercício de funções, no rádio, que são pertinentes aos radialistas. Funções que estão sendo exercidas de forma ilegal por jornalistas. Recentemente, num debate em uma emissora, professores de jornalismo e representantes do Sindicato dos Jornalistas, defenderam que nos cursos de jornalismo há um número suficiente de cadeiras em rádio, que qualificam os jornalistas ao exercício do rádio. Não vou questionar a capacidade dos cursos de jornalismo em qualificar, no entanto, os cursos de jornalismo não credenciam os jornalistas ao exercício de funções pertinentes aos radialistas. Os jornalistas precisam entender que existe uma Lei, a 6.615, que regulamenta o exercício da profissão de radialista e que o Sindicato dos Radialistas exerce a função de fiscalizar a manutenção dessa Lei.

Ouvi os argumentos sobre a contrariedade da exigência do curso de radialista e o mais usado é de que como um curso classificado como de nível médio, pode servir como fiador para um curso de nível superior. No entendimento dos ilustres jornalistas, configura-se um demérito a figuras de notório saber, participar de um curso classificado como de nível médio.

Será que os ilustres jornalistas saberiam me dizer em que nível estaria enquadrado um curso de formação de motoristas?

Faço a pergunta por que o curso de formação de motoristas é a exigência da Legislação de Trânsito, para que o motorista esteja habilitado à condução de veículos automotores. Vejam bem que o curso, como todos os cursos, inclusive o de jornalistas, habilita, mas não qualifica, a qualificação do motorista será verificada na prática. Para que se possa matricular num curso de formação de motoristas a exigência mínima é de que o pretendente seja alfabetizado. Pouco importa se tenha frequentado somente o ensino fundamental, ou seja, PhD em jornalismo, para usar uma profissão supervalorizada no mercado de trabalho.

Fica a pergunta: um PhD se sente desvalorizado ao buscar sua habilitação, sabendo que o curso pode ser frequentado por alguém com mínima formação escolar?

Enquanto o questionamento dos jornalistas é o da necessidade ou não do curso, nós fiscalizamos além do registro profissional, o contrato de trabalho. Muitos exercem a função de radialista, mesmo que habilitados, de forma ilegal, uma vez que não possuem contrato de trabalho, ou seja, não recebem para trabalhar. Desempregam e não recebem. Não digo que haja uma falta de consciência profissional aos que trabalham sem receber, mas sim que há uma consciência de classe, da classe trabalhadora.

Usam o discurso de que nós, do Sindicato dos Radialistas, estamos contra o trabalhador. No entanto, quem se coloca contra o trabalhador é quem exerce cargo de chefia e permite que seus subordinados trabalhem sem a percepção da função em seus salários.

Pergunto: quem trabalha sem que seja contratado para a função já se questionou se seus chefes exercem alguma função sem receber? Se não sabem eu dou a resposta. “Não”.

Não sei se é pior a má fé dos chefes em utilizar o trabalho dos contratados fora de suas funções, ou a ignorância dos professores de jornalismo e do representante do sindicato dos jornalistas, que estavam no programa de rádio citado no início, e que argumentaram que como um estagiário em rádio pode aprender a trabalhar sem o exercício prático. Não existe estágio para radialista, os contratados são estagiários de jornalismo, como se vê estão em desvio de função, matéria de Direito Trabalhista. Matéria que, inclusive, é a causadora da instabilidade financeira de muitas empresas, fruto de chefes habilitados, mas desqualificados.

 

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