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21.10.2015 - Carta aberta dos jornalistas do Rio de Janeiro contra demissões e precarização. Globo lidera a degola

Os jornalistas do Rio de Janeiro publicam Carta Aberta na qual denunciam o grave quadro de demissões que estão ocorrendo. Lá, a exemplo do que se passa aqui no Sul, o ranking é liderado pela Globo. Nossa entidade já denunciou que só da RBS - Rede de Baixos Salários - o número de radialistas demitidos gira em torno de 200 trabalhadores. Confira o que os sindicalistas cariocas manifestam em sua Carta Aberta, publicado na íntegra:

Nós, jornalistas do Rio de Janeiro, denunciamos o grave processo de demissão sistemática, sumária e sem justificativas de profissionais da nossa categoria no município. De janeiro a setembro deste ano, foram 293 jornalistas demitidos. Deste total, 160 eram empregados em jornais, revistas, rádios, sites e emissoras de TV do Grupo Globo.

A crise econômica é a principal razão alegada pelas empresas para os cortes, mas a realidade derruba esse pretexto: o desempenho dos negócios eleva nossos patrões ao ranking dos empresários mais ricos do mundo. Além disso, as mesmas empresas seguem contratando novos profissionais. Porém, segundo o Dieese, os novos funcionários entram com salário até 30% menor em relação ao profissional demitido.

 

 

O gritante desequilíbrio no setor da comunicação em nosso país é o principal fator para essa onda de demissões injustificadas. No Rio, na prática, temos apenas um grupo econômico no controle quase total do mercado: o Grupo Globo. É nessas condições que também se amplia o grau de desrespeito às leis trabalhistas – por meio de fraudes nos contratos de emprego. Dos 12 mil jornalistas com registro profissional no município, apenas quatro mil atuam com carteira assinada, sendo quase a metade desses empregados no Grupo Globo.

As demissões se concentram, principalmente, no segmento dos jornais e revistas: 97 (janeiro a setembro) somente no Infoglobo (O Globo/ Extra/Expresso/Valor Econômico/Globo Online). Também houve uma quantidade significativa de demitidos nos jornais O Dia e Brasil Econômico, do mesmo grupo empresarial, a Ejesa (58 no mesmo período). Nesta empresa, nem mesmo os direitos dos profissionais mandados embora têm sido respeitados. Os atrasos no pagamento das verbas rescisórias são recorrentes, assim como o descaso no tratamento com os jornalistas. É importante observar ainda que todas as demissões têm atingido especialmente a faixa dos mais experientes, logo substituídos por iniciantes na profissão.

Tais demissões, assim como a precariedade das nossas relações trabalhistas, resultam em prejuízo não só para a nossa categoria, mas para toda a sociedade – que se torna refém da versão dos fatos divulgada por apenas uma empresa jornalística. Diante disso, reivindicamos a solidariedade de toda a população em nossa campanha por garantia de empregos, defesa do nosso piso salarial, melhores salários e condições adequadas de saúde, segurança e ética para o nosso exercício profissional. Acreditamos que essas conquistas vão garantir o jornalismo de qualidade que a sociedade brasileira necessita.

 

Reivindicamos ainda do poder público, em todas as suas esferas, que promova imediatamente a democratização da comunicação, por meio de um marco regulatório para o setor, e, numa demonstração de respeito às leis trabalhistas vigentes, interrompa a destinação de verbas públicas, tanto para financiamentos como para fins de propaganda oficial, às empresas que violam os direitos de seus jornalistas e demais trabalhadores.



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