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11.11.2015 - O absurdo nas demissões na Rádio Guaíba

No apagar das luzes do mês de outubro, a Rádio Guaíba demitiu, sem justa causa, 10 trabalhadores.

Podem ser vários os motivos que levam uma empresa a demitir trabalhadores. No entanto, quando as demissões são pulverizadas por setores, desde a limpeza até locutores, e não é feita nenhuma reposição, já se sabe que o objetivo é a tentativa de buscar equilíbrio financeiro. Como se sabe o patrão, em sua maioria, não consegue detectar, no trabalhador, a contrapartida, não consegue identificar o quanto de retorno cada trabalhador dá para a empresa. Quando o patrão observa a questão da folha de pagamento, invariavelmente ele vê como gasto e não como investimento, claro que há casos e casos, há determinados trabalhadores que em virtude do salário que ganham e do retorno, acabam se tornando gasto e onerando a folha, mas é um caso para ser analisado mais adiante. Voltando à questão da folha em si, poderíamos perguntar: se folha é gasto e em sendo gasto onde não se vislumbra possibilidade de retorno, por que não se demite todo o trabalhador e assim acaba-se com o gasto da folha de pagamento?

 Na maioria das vezes os patrões pensam mal a empresa, invariavelmente quando a empresa não consegue equilibrar suas contas, à saída é a demissão e são eleitos alguns trabalhadores como os culpados pela má gestão financeira da empresa, embora não sejam eles os culpados. Numa empresa de comunicação onde o produto final está no que é veiculado, como responsabilizar aqueles que não estão diretamente ligados ao produto final? Quando o objetivo é aumentar o faturamento de uma empresa, como responsabilizar o assalariado quando quem está falhando é quem deveria captar recursos?

Estão olhando para o lado errado, o problema não está por onde sai o dinheiro, mas por onde entra. Quando entra pouco, quando é insuficiente o que entra, o que sai parece excedente.

Claro que há determinados trabalhadores, se é que se pode chamar de trabalhadores, que oneram a folha das empresas, no caso das empresas de comunicação, é bem fácil identificar os culpados pelo baixo faturamento e pela oneração da folha. No caso da Rádio Guaíba, especificamente há 1 ano, foram contratados “artistas” com poderes adquiridos as margens da Ipiranga e desconhecidos pelos mortais que habitavam a planície da Caldas Junior, esses artistas garantiam o sucesso financeiro como motivo suficiente para bancar suas contratações. Talvez por um erro de leitura, talvez por total desconhecimento da questão estrutural da Caldas Junior, talvez por estarem acostumados ao conforto financeiro de uma empresa estruturada e talvez até por um erro de avaliação de suas qualidades e que em fazendo parte de uma equipe vencedora, tenham achado que seus nomes eram sinônimos de sucesso, esses “artistas” tenham resolvido fazer o espetáculo sob outra lona. Quando chegaram, vieram de nariz empinado e peito estufado, olhavam os outros por cima, eram como os condores voando sobre o vale dos pobres e famintos à espreita de uma vítima, e como fizeram vítimas. E o pior é que essas mentes brilhantes nem ao menos se sentem culpadas, ou pelos menos não deixam transparecer, pelo mau que já fizeram. A gente sempre espera que eles tenham a grandeza de admitirem que não são o que pensavam que eram, que admitam que estavam errados e que poupem as vítimas inocentes. A gente sempre espera que admitam suas incapacidades, que admitam que seus conhecimentos não sejam suficientes para uma reação a um doente moribundo. Se ao menos tivessem tido a humildade de ter reconhecido, em quem já estava na Rádio Guaíba, qualidades capazes de agregar e fazer uma reação. No entanto, trouxeram um bando de neófitos agregados a outro tanto de incapazes e formaram um grupo que está levando mês a mês a uma queda de faturamento e a um endividamento em que a moeda de troca está sendo o salário de trabalhadores, de pais de famílias.

 A Rádio Guaíba está sendo assolada por algo que se assemelha a “erva de passarinho” onde uma planta parasita suga a seiva (vida) da planta hospedeira até sua morte.

A Direção



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