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06.01.2016 - CUT propõe marcha a Brasília em março

A Agência Sindical inicia em seu site uma série com os presidentes das Centrais Sindicais. O primeiro entrevistado é Vagner Freitas, da Central Única dos Trabalhadores - CUT.

No campo sindical, ele destaca a importância da unidade de ação. “O sindicalismo tem pauta e compromissos. O empenho da CUT será reforçar a unidade para defender conquistas trabalhistas, fazendo frente à ofensiva conservadora contra direitos e a Previdência”, argumenta Vagner.

Para o presidente da CUT, o ano de 2015 foi de empate. “Estávamos em desvantagem, mas ações feitas em dezembro, como o ‘Compromisso pelo Desenvolvimento’ e o ato público contra o impeachment e em defesa da democracia, reequilibraram o jogo. Em 2016, temos de retomar a ofensiva”, avalia.

Marcha - Vagner Freitas adianta que a CUT sugere nova Marcha a Brasília. Diz: “Vamos propor uma grande marcha em março. Temos uma pauta e queremos que ela seja discutida pelo governo, Congresso e sociedade. Vamos ampliar a articulação, chamando os movimentos sociais. A soma de forças nos ajudará a inibir ações mais agressivas da direita e de setores golpistas”.

Para o presidente da Central, há três pontos fundamentais que orientam e unificam. “As ações devem se concentrar na defesa da democracia, na garantia de direitos e na mudança da política econômica, ou seja, contra o ajuste fiscal”, afirma. Ele considera que a radicalização política pró-impeachment representa um terceiro turno eleitoral. Segundo Vagner Freitas, “os que atuam nesse sentido querem agravar a situação política e piorar a crise econômica”.

Empresariado - O presidente da CUT ressalta que o empresário não é a favor do golpe. “O pacto pelo desenvolvimento agregou empresários de peso, preocupados com o Brasil e o crescimento. A posição golpista de Paulo Skaf não representa o sentimento do setor produtivo”.

Previdência - No final do ano, CUT e Vox Populi fizeram pesquisa entre trabalhadores, na qual 92% se disseram contra mexer na Previdência Social. Vagner afirma: “O trabalhador quer garantir direitos, assegurar seu emprego e ver o Brasil voltar a crescer. O resultado mostra ao governo que política econômica interessa à classe trabalhadora”.

Governabilidade - Para o presidente da CUT, o governo não pode abrir mão do apoio dos trabalhadores. “Mas esse apoio só será dado com crescimento econômico, mais crédito, redução da taxa de juros e garantia de direitos”, finaliza. Fonte: Agência Sindical



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