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11.05.2016 - Fitert e Sintertes repudiam agressões a radialistas durante ato em Vitória do Espírito Santo

A Federação dos Radialistas e o Sindicato dos Radialistas do Espírito Santo lançaram manifesto contra as agressões a que vem sendo submetidos os profissionais de imprensa, quando, em muitos casos, os profissionais são confundidos com suas empresas.

Leia na íntegra:

A diretoria executiva da Fitert manifesta seu repúdio às agressões sofridas por radialistas e jornalistas nesta terça-feira (10) durante manifestação pela democracia e contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff em Vitória, capital do Estado do Espírito Santo. Durante o protesto contra o golpe institucional articulado pelo Congresso Nacional e parte do Judiciário contra o mandato da presidenta eleita democraticamente por 54 milhões de brasileiros, sindicalistas se colocaram contra a cobertura do ato pelos grandes veículos de comunicação e acabaram partindo pra cima dos trabalhadores que lá estavam pelos veículos para cobrir o ato.

O Sindicato dos Radialistas do Espírito Santo (Sintertes) informa que no episódio os operadores de câmera de unidade portátil externa Francisco Sérgio Porto (da TV Tribuna, afiliada ao SBT), Roberto Prate e Fernando Estevão (ambos trabalhadores da TV Gazeta, afiliada à TV Globo) ficaram feridos. Sérgio Porto foi agredido a socos e pontapés, relata o presidente do Sindicato, Mário Castro. Roberto teve o pé ferido por um artefato explosivo jogado em meio ao tumulto.

O portal Comunique-se relata ainda agressões aos jornalistas André Galvão, repórter da TV Gazeta e Geilson Ferreira (da Tribuna). Já a repórter Suellen Araújo, da TV Vitória, foi atingida durante uma entrada ao vivo, segundo relato publicado no portal Gazeta Online.

"Aqui em Vitória, todos os profissionais de câmera são contratados como radialistas, e essas pessoas que estão com câmeras são os primeiros a serem agredidos. A briga começou em cima das equipes que estavam cobrindo o ato, depois que chegou a polícia aí houve uma grande confusão", critica Mário. "É uma situação em que a mídia coloca o país contra o governo e quem sofre as consequências são os trabalhadores. O que só piora a situação", ressaltou Mário.

O presidente do sindicato capixaba informou ainda que está sendo aguardada a liberação das informações sobre os agressores - houve duas pessoas detidas e liberadas após prestarem depoimentos - para ingressar com uma ação judicial cobrando danos morais e materiais. A manifestação era organizada por sindicatos ligados à CUT, central à qual o Sindicato dos Radialistas e a Fitert também são filiados. Por isso, tanto as direções da Federação como do sindicato também vão discutir com a Central um posicionamento firme contra tais práticas.

A direção da Fitert ressalta mais uma vez que é inaceitável que radialistas, jornalistas e outros trabalhadores da comunicação sejam violentados em pleno exercício profissional. Como vem fazendo desde 2012 no Grupo de Trabalho “Direitos Humanos dos Profissionais de Comunicação do Brasil” - criado pela Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República e que funcionou até 2014 - a Fitert exige que o Estado brasileiro proteja a integridade dos comunicadores durante a cobertura de protestos. A Federação cobra providências imediatas para punir os agressores da liberdade de expressão e do direito à informação. E considera que a responsabilidade não é só dos manifestantes e policiais que agiram com brutalidade, mas também do governador do Estado do Espírito Santo e das empresas de comunicação - que também têm obrigação de oferecer apoio a seus profissionais em coberturas de risco. É função constitucional do Estado garantir a integridade dos comunicadores em serviço, tendo em vista que o direito à informação e o livre exercício profissional destes trabalhadores é assegurado internacionalmente por tratados que o país é obrigado a cumprir.

A diretoria da CUT Estadual ES divulgou nota responsabilizando a PM pelo acirramento do confronto. O documento afirma que "após a simulação de um confronto, evidentemente plantado por opositores ao governo Dilma no cenário da manifestação, a tropa de choque da PM avançou sobre os manifestantes pró-democracia, com toda a violência que lhe é característica. Bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e violência física contra manifestantes mais uma vez compuseram um cenário que mostra como a PM capixaba trata manifestantes que lutam pela democracia no Brasil".

A Frente Brasil Popular do Espírito Santo, aglutinação de dezenas de sindicatos, cutistas ou não, da qual também participa a CUT Regional ES, também divulgou nota repudiando a agressão aos profissionais de comunicação. O documento ressalta que defender a democracia "passa pela defesa da liberdade de imprensa e da democratização da comunicação". A Frente ""repudia veementemente qualquer tipo de agressão a profissionais da imprensa que cumprem com o seu dever de informar à sociedade sobre os fatos que são de interesse da mesma" e ressalta que "a imprensa que articula com setores conservadores da sociedade um golpe contra a democracia não pode ser confundida com os trabalhadores da comunicação". Fonte: site Fitert. Crédito das imagens: reprodução TV Gazeta e Gazeta Online.

 

 

 

 

 



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