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04.07.2016 - Governo quer recadastrar quem recebe auxílio-doença do INSS

O governo vai passar um pente-fino nos benefícios de quem ganha auxílio-doença há mais de dois anos. Há suspeitas de irregularidades.

De imediato, o governo diz que não haverá mudança, mas as pessoas vão ser notificadas. Hoje, R$ 13 bilhões são gastos com quem recebe o auxílio-doença há mais de dois anos. Depois de dois meses de espera, Lucilene Diniz conseguiu o auxílio-doença. A cabeleireira e manicure não consegue trabalhar por causa de uma inflamação no ombro. Saiu da agência do INSS sabendo que vai ganhar o benefício por seis meses até se recuperar.

“É essencial para ajudar na medicação, nos tratamentos, essas coisas todas, não é tudo, mas ajuda”, diz.

 

Um milhão e seiscentas mil pessoas estão na mesma situação que Lucilene, sendo que 900 mil recebem o benefício há mais de dois anos. É o caso de Durvalina Costa, trabalhadora em serviços gerais, que já fez umas cincos perícias para garantir o auxílio.

“Tenho os laudos, tem ressonância comprovando que eu tenho problema de saúde”, afirma Durvalina.

O auxílio-doença é um benefício pago pelo INSS ao trabalhador que está doente ou que sofreu algum tipo de acidente. Para ganhar o auxílio, o beneficiário precisa comprovar que está incapaz, ter pelos menos um ano de contribuição. Só fica isento disso quem sofreu um acidente de trabalho ou está com alguma doença prevista em lei, como câncer. O trabalhador deve estar afastado há pelo menos 15 dias corridos ou intercalados dentro de 60 dias.

O governo gasta por ano R$ 23 bilhões com o auxílio-doença, sendo que R$ 13 bilhões vão para pessoas que recebem o benefício há mais de dois anos. E isso chamou a atenção do governo porque há suspeita de fraudes. Agora, o Ministério do Planejamento quer fazer um pente fino para saber quem realmente tem direito ao auxílio.É uma tentativa de frear os gastos com o INSS e economizar.

“Seguramente nós teremos uma surpresa altamente positiva, vamos ver bilhões serem reconduzidos ao Tesouro Nacional”, disse o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

O ministro do Planejamento disse que os beneficiários que estão há mais de dois anos com o auxílio-doença vão ser notificados até o fim do ano. Por enquanto, os benefícios não vão ser cancelados.

“A mensagem que eu acho importante é que as pessoas não se preocupem de imediato porque elas serão notificadas e agendadas no momento adequado, sem atropelos”, garantiu o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira.

Só reforçando o alerta do governo, ninguém precisa sair correndo para os postos do INSS. O recadastramento vai ser agendado. Fontes: Portal G1



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