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09.05.2013 - TV Record estuda abrir mão de conteúdo próprio por terceirização

Vejam só o que publica a colunista da FOLHA, Keila Jimenez: O RecNov, espaço de 280 mil metros quadrados que abriga os estúdios de produção da Record no Rio e é o segundo maior complexo televisivo do país, pode ser tomado por novos inquilinos.

As recentes demissões --cerca de cem funcionários foram desligados no Rio há uma semana-- e a política de corte de gastos --valores de contratos de artistas estão sendo revistos-- são provenientes de um novo rumo que a Rede Record pretende dar ao seu negócio: a emissora pode abrir mão de ser uma produtora de conteúdo para terceirizar quase toda a sua produção, com vistas a enxugar custos.

Segundo a Folha apurou com executivos do alto comando da Record, a rede, que atualmente produz 85% do que exibe, estuda deixar de produzir suas próprias novelas, séries, programas de auditório, reality shows e até atrações do jornalismo.

Para os diretores da emissora, no atual cenário da economia brasileira, a conta da Record não fecha. A emissora gasta muito com talentos, profissionais e produção em um cenário de economia estagnada, anunciantes dispostos a investir apenas na Copa-2014 e uma vasta política de incentivos para a produção independente no país.

O mercado estima que a Record, que é de propriedade do empresário e bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal, conte anualmente com cerca de R$ 500 milhões pagos pela entidade religiosa, que ocupa as madrugadas do canal.

Em tempo de economia aquecida, as contas do canal já mostravam desequilíbrio. Dirigentes da emissora ouvidos pela Folha estimam que a rede tenha encerrado 2012 com cerca de R$ 80 milhões de prejuízo, tido como parte dos esforços do grupo para alcançar a líder em audiência, a Globo. A cifra não é confirmada pelo canal.

Mas a torneira vai fechar. O novo projeto de gestão da Record pretende comprar mais atrações estrangeiras, filmes, novelas e desenhos, como "CSI" e "Pica-Pau" (que a emissora já exibe), e investir em produção nacional independente.

A grande mudança operacional do canal atingirá até programas que há anos são feitos pela própria emissora em seus estúdios no Rio e em São Paulo. Há estudos que mostram que a rede conseguiria reduzir em 40% os custos das atrações se elas fossem feitas por produtoras independentes, que podem contar com captação de recursos via leis de incentivo.

Dentro desse novo pensamento, atrações como "Hoje em Dia", "Programa do Gugu", "Legendários" e até "A Fazenda" passariam a ser produzidas por terceiros e compradas pela Record. Com isso, estúdios da emissora seriam desativados ou locados, profissionais de técnica e artístico seriam dispensados e os custos cairiam.

A mudança total de modelo daquela que apoiava até então a sua busca por audiência nos moldes de negócio da TV Globo pode chacoalhar o mercado de TV aberta. Se concretizada a mudança, a Record poderá realizar demissões e renegociar contratos e iniciará a revisão do modelo de TV no país. Outros canais podem ir pelo mesmo caminho.

A direção da Record já iniciou uma série de reuniões para traçar os rumos dessa mudança, que deve ser sentida já no primeiro semestre. Procurada, a rede não quis comentar o assunto.



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