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19.10.2017 - Ex-prefeito no México é preso por espancar jornalista

A justiça mexicana condenou, no final de setembro, o ex-prefeito da cidade de Silao, Enrique Solís Arzola (PRI), por ser o mandante de um crime contra a jornalista Karla Silva Guerrero, do “El Heraldo de León”, em 2014.

Segundo o “El País”, o prefeito ordenou que seu chefe de segurança desse uma surra na jornalista. Ele, por sua vez, contratou três de seus policiais para que executassem o crime. Pelo serviço, os homens receberam cinco mil pesos (cerca de R$ 825 reais), segundo se soube no julgamento.

A jornalista é um dos raros casos de agressões a membros da mídia em que se chegou a uma condenação no México. Dos 110 jornalistas assassinados na última década, praticamente nenhum caso foi a essa instância.

A agressão contra Karla aconteceu dentro da redação. Os homens golpearam a jornalista principalmente no rosto. Ela teve dois coágulos no cérebro. “Para que baixe a bola com suas notícias” e “continue publicando suas baboseiras”, disseram antes de sair da redação pela porta principal. Além dos agressores de Karla, mais dois homens ameaçavam outra redatora com uma faca.

Algumas semanas antes da surra, Karla havia publicado duas notícias sobre desmandos na prefeitura. A primeira sobre uma empresa de segurança, envolvida em um escândalo com um cachorro. Um assunto menor até a descoberta de que a empresa nem sequer estava registrada, gerando uma lista de denúncias que até então versavam sobre escoadouros que não funcionavam ou a utilização de dois lugares de estacionamento proibido para que o prefeito deixasse seu carro.

Os autores foram detidos e durante os últimos três anos Karla passou por um calvário que incluiu 80 audiências e acareações até conseguir a condenação dos seis implicados. “Claro que tinha medo, mas se você busca justiça trem de dar a cara a bater”, resume com altivez. Paralelamente, surgiram os problemas em seu jornal, e para poder ir ao tribunal tinha que trocar os dias de trabalho por outros das férias. “Até que o Ministério Público obrigou o jornal a facilitar-me as declarações”, recorda ao “El País”.

Karla teve o auxílio de associações de direitos humanos, como a Las Libres, que trabalha com mulheres que sofrem violência, mais ativas e organizadas que as de jornalistas. “Elas me deram o ânimo e a força necessárias para saber que era possível”, declarou ao jornal. O Centro de Investigações CIDE e a Articulo 19 se concentraram nas queixas ao Estado.

Segundo a Repórteres Sem Fronteiras (RSF), o México é um dos países mais perigosos do mundo para o exercício do jornalismo. Somente este ano, 11 jornalistas foram assassinados e, 2017 certamente ficará marcado como o ano mais letal para a imprensa nas últimas décadas. Na semana passada, o corpo de Edgar Esqueda, fotojornalista de San Luis Potosí, foi encontrado em um terreno baldio depois que um grupo de homens armados o tirou de sua casa.

A solução para a situação de Karla foi reconhecida como um caso de “sucesso” entre os colegas, mas deixa em evidência as misérias estruturais da profissão. Três anos após a surra, o prefeito está em liberdade. O salário de Karla equivale a R$ 950 reais mensais. Fonte: El País

 

 

Jornalista Karla Silva Guerrero (Imagem: El País)



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