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05.09.2018 - Fechar os olhos ao assédio sexual é um mau negócio

Desde as primeiras denúncias de abuso sexual contra o produtor hollywoodiano Harvey Weinsten, mais e mais denúncias surgiram contra diversas celebridades da indústria do cinema, envolvendo diretores e atores famosos, os quais, certamente, ficarão longe das telas por algum tempo. As denúncias deram espaço para a criação de movimentos de engajamento como o “MeToo” e o “TimesUp”, os quais cresceram e ganharam visibilidade para além dos Estados Unidos em uma velocidade exponencial. E por quê? Porque, enfim, surgiu o espaço tão esperado para debater o comportamento inadequado, que é cotidianamente atestado em diversos ambientes profissionais, nos Estados Unidos e em tantos outros países, o que inclui o Brasil.

Os casos de abusos e assédio sexuais não são novos. Ao contrário! Uma cultura machista predominante no mundo por séculos permitiu que as mulheres fossem alvos de situações intimidatórias, quando não vexatórias, para obter uma colocação profissional, para manter o emprego e, ainda, para serem promovidas ou para impedir desligamentos.

No Brasil, ainda temos uma forte cultura machista, reacionária e com traços insistentes de misoginia. Os progressos nessa seara são tímidos e poucas mulheres não têm, ao longo de suas carreiras profissionais, alguma história envolvendo situações de intimidação no ambiente de trabalho decorrente do gênero e com viés sexual propriamente dito. A verdade é que casos de abuso de autoridade por parte de superiores hierárquicos nos ambientes corporativos em geral, nas faculdades e nas relações médico-paciente acontecem diariamente e muitas mulheres são vítimas silenciosas de constrangimentos reiterados.

Solução a curto prazo não existe. Mas, é inegável a necessidade de buscar meios para mudar uma cultura tão enraizada que é pouco questionada e acaba permitindo uma perpetuação de condutas inadequadas (que se exteriorizam das mais variadas e criativas formas).

As empresas, quer pressionadas pelas novas gerações, quer impulsionadas pelo medo reputacional, têm investido em treinamentos de prevenção a casos de assédio sexual.

Os treinamentos visam mostrar quais são as condutas, com viés sexual, que são inadequadas no ambiente de trabalho e que podem tanto caracterizar crime de assédio sexual, previsto na legislação penal, como também serem suficientes para criar um ambiente intimidativo, hostil e desestabilizador.

Educar os empregados a expor repulsa a certos comportamentos e a denunciar ao departamento de recursos humanos ou à área de compliance as situações inadequadas verificadas no local de trabalho, com a garantia de que não serão retaliados, e, por outro lado, educar os gestores e empregados quanto à necessidade de repensar comportamentos que podem ter sido tolerados no passado, mas que hoje se mostram incompatíveis com um ambiente profissional e digno, é medida urgente.

O treinamento de prevenção a assédio sexual, bem como canais sérios para apuração de denúncias, não são novos custos para as empresas; são, na verdade, uma necessidade e um bom investimento para evitar prejuízos reputacionais, mitigar eventuais ações trabalhistas e criar um ambiente digno para todos.

Empresas, escolas e a mídia devem abrir espaços para discussão e reflexão para colocar um ponto final na cultura do assédio. Infelizmente essa questão não se resolve em um passe de mágica. Mas, quando as empresas entenderem os benefícios de implementar uma política de tolerância zero, teremos dado o primeiro passo para uma nova era no mundo do trabalho.

Fonte: JOTA, por Cibelle Linero Goldfarb (*), 03.09.2018

http://www.granadeiro.adv.br/clipping/2018/09/04/fechar-os-olhos-ao-assedio-sexual-e-um-mau-negocio



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