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14.06.2013 - Fitert pede apuração de responsabilidade sobre agressões da PM paulista a radialistas e jornalistas

As cenas de violência policial contra estudantes que protestam contra o aumento dos valores das tarifas de transporte público na cidade de São Paulo têm chocado o país e o mundo já há alguns dias. Os episódios de ontem, no entanto, se converteram em escândalo mundial que envergonha o país a dois dias do início do primeiro megaevento que será realizado em terras brasileiras - a Copa das Confederações. A Anistia Internacionalse manifestou contra a violência perpetrada pela polícia militar do Estado de São Paulo.

O terror estatal ficou mais evidente na prisão e agressão a radialistas e jornalistas que, desempenhando seu trabalho, mostravam a brutalidade policial em fotos e vídeos. A diretoria da Fitert classifica a ação policial deste dia 13 como "inaceitável" e já acionou o Grupo de Trabalho (GT) sobre Direitos Humanos dos profissionais de jornalismo no Brasil, iniciativa da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República integrada por diversas entidades, incluindo a Fitert, para que sejam apuradas as responsabilidades.

"É absolutamente inaceitável o que PM paulista fez ontem contra a manifestação pela redução do valor das tarifas dos péssimos transportes coletivos que temos. As agressões a radialistas, jornalistas e fotógrafos foi uma ação evidentemente consciente para tentar esconder a violência descabida contra estudantes. A Fitert atuará no GT de defesa dos comunicadores da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e para assegurar que providências imediatas sejam tomadas para punir os agressores da liberdade de expressão e do direito à informação. E a responsabilidade não é só dos policiais que agiram com aquela brutalidade toda, mas também do governador do Estado de São Paulo, comandante em chefe da Polícia Militar. E consideramos que o prefeito Fernando Haddad poderia ter atuado no sentido de chamar o governador à responsabilidade com a população, os profissionais de comunicação e o Estado Democrático de Direito", afirma o coordenador da Fitert, José Antônio Jesus da Silva.



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