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03.06.2019 - Como se destrói uma marca de sucesso

A seguir uma análise perfeita do mais recente e triste episódio referente às demissões de radialistas, desta feita o alvo foi os profissionais da Rádio Globo. O material está disponível no facebook do companheiro, professor e jornalista Luiz Artur Ferraretto, grande conhecedor da área de rádio e há uma reação com o que também aconteceu com as emissoras aqui do sul. Confira:

 

Na história do rádio brasileiro, desconheço alteração de posicionamento tão equivocada quanto a realizada na Globo. Há algumas semelhantes, mas nenhuma chega perto de tal absurdo,

Poderia traçar um paralelo com outras duas que também prejudicaram marcas tradicionais. Falo da série de erros envolvendo, aqui em Porto Alegre, a Guaíba e a Farroupilha. Emissora emblemática em termos de notícias e cobertura esportiva, a rádio da rua Caldas Júnior, em 2007, foi comprada pelo Grupo Record que, de 2009 a 2011, apostou em uma caricatura de conteúdo mais popular. Até hoje, a Guaíba corre atrás do prejuízo, embora tenha conseguido recuperar parte da credibilidade perdida ao apostar novamente no que foi o seu forte ao longo da história. O caso da Farroupilha é semelhante ao da Globo. Ao colocar a emissora em FM, o Grupo RBS demitiu Sérgio Zambiasi, o mais popular comunicador do Rio Grande do Sul, e fez a programação pender para uma confusão incompreensível entre rádio jovem e popular. Hoje, apequenada, a Farroupilha, que foi líder por décadas, sobrevive apenas em amplitude modulada. Por sua vez, Zambiasi lidera o bem sucedido projeto da Caiçara, da Rede Pampa, a terceira nos levantamentos da Kantar Ibope Media.

 

Time de apresentadores do início da Nova Rádio Globo. Alguns já saíram; outros ficarão até o desfecho do projeto, em julho (Imagem: divulgação)

 

A "força" dada à concorrência pelo Grupo RBS é muito semelhante à proporcionada pela Globo, por exemplo, à Super Rádio Tupi. No entanto, pelo tamanho da marca Globo, o erro da família Marinho não tem comparação. Além de servir de base para outras de conteúdo semelhante também pertencentes ao mesmo grupo, a emissora do Rio de Janeiro influenciou todo o rádio popular do país. Nela, apareceram os comunicadores de bate-papo ágil e com forte apelo junto ao ouvinte. Tinha enorme audiência quando seus gestores a atrapalhada alteração de 2017, colando o conteúdo a profissionais da telinha e vinculando a estação, desse modo, à Rede Globo de Televisão. O fracasso de público pode ser considerado um fracasso, portanto, dessa associação, indo além da marca da rádio e atingindo a da TV também. Agora, depois de ter vazado a informação logo desmentida de transformação em Multishow FM, a Globo muda de novo. E para pior ainda.

Dá um case, um livro mesmo. Sugiro o título: "Como se destrói uma marca de sucesso: o caso da Rádio Globo, do Rio de Janeiro". É um case de insucesso a ser evitado a todo custo por quem acredita no rádio como negócio e pretende ter lucro com esse tipo de empreendimento.

Matéria original Rádio Globo abre mão de atrações e promove aviso prévio em massa que pode ser acessada no link: https://portal.comunique-se.com.br/radio-globo-atracoes-aviso-previo/?fbclid=IwAR1BiJnsxA9QEmgLax6p_9rPDdRcpGjBPIrirA6oZ19_AE9bYY3pXUXCtFc

 

 



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