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30.08.2019 - Palocci relata atuação para que Carf beneficiasse a RBS

Reportagem do Jornal da Record mostra revelação de ex-ministro em delação premiada e narra pagamento de propinas para cancelar multa do grupo junto à Receita Federal

 

Palocci fez revelações em delação premiada -  Foto: Marcelo Camargo - Folhapress -  CP Memória

 

Em delação premiada, o ex-ministro de governos petistas Antonio Palocci afirmou que atuou para que o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) beneficiasse a RBS, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul. Segundo Palocci, teriam sido pagas propinas a conselheiros do Carf para cancelar uma multa da empresa de R$ 500 milhões com a Receita Federal. A multa foi aplicada porque a Receita considerou que a sequência da fusão da RBS com a Telefônica, em 1999, tinha apenas a intenção de sonegar impostos. As informações foram divulgadas pelo Jornal da Record.

A fusão teria sido feita para a criação de um provedor de internet. A sociedade teria durado apenas dois meses. A delação premiada de Palocci narra ainda que 12 anos depois, em 2011, o então ministro teria recebido em seu gabinete o presidente da RBS na época, Nelson Sirotsky, e vice-presidente de relações institucionais do grupo Globo, Paulo Tonet Camargo. Na reunião, eles teriam explicado que a multa tinha chegado ao Carf e que precisariam vencer, a qualquer custo, a questão junto ao Conselho.

Sirotsky e Camargo teriam solicitado a ajuda de Palocci para obter o perdão da dívida. O então ministro afirmou que poderia ajudar, mas sugeriu aos dois dirigentes que procurassem conselheiros do Carf para fazer um "acerto" entre RBS e os membros do órgão. A delação de Palocci relata que, a partir daí, Sirotsky e Camargo teriam se comprometido a pagar propinas aos conselheiros.

Em 2018, o Ministério Público Federal denunciou o grupo RBS na Operação Zelotes, que desmontou um esquema de corrupção no Carf. De acordo com os procuradores, a empresa teria pago ao menos R$ 2 milhões em propinas. Palocci afirmou ainda na delação que teria iniciado uma "ação governamental" para resolver o problema e sugeriu que o grupo Globo entrasse na questão falando diretamente com a então presidente Dilma Rousseff. Depois disso, a chefe de Estado teria dado o sinal verde para a resolução do processo.   

Em outra frente, Palocci teria procurado o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, para dar a ordem de que a multa deveria ser resolvida de qualquer jeito porque era uma ordem presidencial. A contrapartida era o apoio dos veículos do grupo RBS à Dilma Rousseff.

Procurada pela reportagem, a ex-presidente Dilma Rousseff disse que não teve acesso aos autos do processo e por isso não tem posicionamento sobre o assunto. A diretoria do PT colocou que qualquer declaração de Palocci sobre o partido não tem credibilidade. A assessoria da Globo disse que a empresa não tem relação com o caso e explicou que Tonet Camargo era diretor da RBS à época. A reportagem do Jornal da Record tentou contato com o grupo gaúcho, mas não obteve retorno. Fonte: Jornal da Record e Correio do Povo -  https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/pol%C3%ADtica/palocci-relata-atua%C3%A7%C3%A3o-para-que-carf-beneficiasse-a-rbs-1.362430

 

 

 



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