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30.09.2019 - CUT-RS pressiona senadores Lasier e Heinze para que votem contra reforma da Previdência

A CUT-RS lançou nesta sexta-feira (27) uma nova ofensiva nas mídias sociais pressionando os senadores gaúchos Lasier Martins (Podemos) e Luis Carlos Heinze (PP), para que votem contra a reforma da Previdência. O senador Paulo Paim (PT) já disse que é contrário e lidera a resistência à proposta do governo Bolsonaro.

A votação da reforma em primeiro turno no Senado, que estava prevista para a última terça-feira (24), foi adiada duas vezes nesta semana e agora está agendada para a próxima terça, dia 1º de outubro.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), quer votar a proposta de Bolsonaro, mesmo após a grave denúncia de pesquisadores da Unicamp que foi publicada no último dia 17 pela Carta Capital acerca dos dados que o governo escondeu durante meses. Eles constataram que o Congresso recebeu informações adulteradas e mentirosas, para que deputados e senadores aprovassem a reforma achando que estavam combatendo privilégios. A denúncia foi ignorada pela mídia comprada, que quer a aprovação da reforma a qualquer preço.

Milhões de brasileiros serão atirados na pobreza e na miséria

“A reforma, se for aprovada, não acaba com privilégios, mas retira direitos dos trabalhadores e aposentados e vai atirar milhões de brasileiros, especialmente idosos, na pobreza e na miséria. Muitos trabalhadores terão que trabalhar até morrer ou irão morrer trabalhando, sem direito à aposentadoria digna. Não podemos aceitar isso, perder o futuro e, por isso, temos que pressionar os senadores favoráveis ou indecisos”, afirma o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.  

Os novos materiais de comunicação da CUT-RS são individuais, focando cada um dos dois senadores. Cada peça lembra que Lasier e Heinze votaram “sim à reforma trabalhista”, que foi aprovada em 2017 com a promessa de gerar milhões de empregos, o que não aconteceu. Ao contrário, o desemprego continua em alta e a informalidade bate recorde. “Vai errar de novo?”, questiona o “card” e o pedido a cada senador é direto: “Vote não à reforma da Previdência”.

Os materiais exibem também o número do celular do senador para fazer telefonemas e enviar recados pelo Whatsapp. Além disso, consta o endereço do e-mail e o site www.napressao.org.br para a remessa de mensagens.

“É importante que cada trabalhador e trabalhadora faça a sua parte e pressione Lasier e Heinze. Na campanha eleitoral, nenhum deles disse que era a favor da reforma da Previdência. Imagine se aposentar somente com 65 anos (homem) e 62 anos (mulher) e ainda receber aposentadorias e pensões com valores rebaixados? Temos que lutar para impedir essas e outras maldades dessa reforma”, destaca Nespolo.

Lasier

Eleito pelo PDT, em 2014, o senador já trocou duas vezes de partido. Foi ao PSD e agora está no Podemos. Votou também a favor do golpe de 2016 que derrubou a ex-presidenta Dilma Rousseff sem crime de responsabilidade.

No recente feriado estadual de 20 de setembro, diretores do Sintrajufe-RS encontraram Lasier durante panfletagem no Acampamento Farroupilha, em Porto Alegre. Ao ser cobrado, o senador disse que não tinha posição formada, mas que “era do povo”. Quase uma semana depois, o próprio se desmentiu ao responder a um filiado do sindicato que o questionara através das redes sociais.

Na resposta enviada, Lasier alega “estar convencido de que não poderia mais fazer de conta que as contas fechavam e que só com pequenos ajustes a crise poderia ser superada”.

Nespolo salienta que é preciso cobrar o ex-funcionário da RBS, lembrando que em agosto de 2016, durante reunião com dirigentes sindicais em seu escritório na capital gaúcha, ele disse que “sou um senador do trabalhismo”, explicando que o seu pai era operário e getulista. “Temos que dar um choque de pressão popular no Lasier”, aponta o dirigente da CUT-RS.

Heinze

Mais votado nas eleições de 2018, o senador apoiou igualmente o golpe de 2016 na Câmara dos Deputados e é um fervoroso defensor de Bolsonaro. Ele votou a favor da admissibilidade da reforma na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), enquanto Paim votou contra, defendendo os direitos dos trabalhadores e aposentados.

“Avisamos os dois senadores que, se votarem sim a essa reforma cruel, desumana e perversa, estarão fazendo a coisa errada e serão duramente cobrados nas ruas, marcados na paleta e certamente não se reelegerão”, alerta Nespolo. “Não esqueceremos os traidores do povo”, completa.

Heinze e Lasier também estão sendo pressionados pelo Sintrajufe-RS, que espalhou 100 outdoors em vários municípios gaúchos. Além disso, houve inúmeras manifestações realizadas pela CUT-RS, centrais sindicais e movimentos sociais contra a reforma, que é muito pior do que a do golpista Michel Temer (MDB).

“Ainda há tempo de impedir a aprovação no Senado e, por isso, a mobilização de cada trabalhador e trabalhadora é fundamental e pode fazer a diferença para barrar esse tremendo retrocesso”, conclui Nespolo.

Fonte: CUT-RS



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