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Existe uma empresa de comunicação aqui no sul que deve estar tremendamente preocupada com o andar das investigações da Operação Zelotes. O cerco está se acentuando.

A Zelotes – que tem sido ofuscada pela Lava Jato – investiga há pouco mais de um ano a existência de quadrilhas que atuavam no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) com objetivo de reverter a cobrança pela Receita Federal de impostos atrasados e multas. A PF estima que esse esquema teria causado perdas bilionárias de arrecadação à União.

Hoje o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, aceitou denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal contra o presidente do Bradesco (BBDC4), Luiz Carlos Trabuco, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. Além dele, mais nove pessoas foram denunciadas por suposto envolvimento em esquema de corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), na Operação Zelotes. As ações do Bradesco despencam 3,86%, às 12h24 (horário de Brasília).

Mais cedo, o Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF¬DF) havia apresentado denúncia contra executivos do Bradesco envolvidos na Operação Zelotes, que investiga irregularidades no Carf. Uma coletiva será feita hoje para esclarecer detalhes, disse a assessoria do MPF/DF. Já a assessoria de imprensa do Bradesco disse que não tomou conhecimento do assunto e que irá aguardar.

Vale destacar que, no final de maio, a PF indiciou o presidente do banco, Luiz Carlos Trabuco, e mais nove pessoas em um inquérito na Operação Zelotes pelos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Na época, o Bradesco disse ter recebido a notícia com surpresa, “considerando que os dois diretores foram ouvidos apenas como testemunhas e o presidente da companhia nem sequer foi ouvido e tampouco participou de qualquer reunião com representantes do escritório de assessoria tributária”.

O relatório da Polícia Federal indicou que membros da diretoria do banco mantiveram contato com pessoas investigadas por crimes de corrupção ativa.