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Não houve acordo entre representantes das empresas Shell e Basf e ex-empregados em nova audiência realizada nesta segunda-feira (4/2) no TST (Tribunal Superior do Trabalho). A contaminação dos trabalhadores por componentes químicos de uma indústria em Paulínia, em São Paulo, acabou gerando o que é considerado o maior processo da Justiça do Trabalho, com indenizações que superam R$ 1 bilhão.

O presidente do TST, João Oreste Dalazen, marcou mais uma audiência para esta terça-feira (5/2), às 11h. O ministro pretende concluir a negociação de um acordo antes de deixar a presidência do tribunal. A cerimônia de saída de Dalazen está marcada para a parte da tarde no tribunal.

Nas indenizações individuais, chegou-se a um acordo para pagamento de 70% do total da soma de R$ 64,5 mil por trabalhador mais R$ 20 mil por ano trabalhado na empresa. A discussão que restou é sobre a incidência ou não de juros. As empresas propuseram tratamento médico vitalício para 884 pessoas, enquanto os trabalhadores pedem que o número suba para 1.068.

O único consenso aparente é a redução dos danos coletivos de R$ 250 milhões para R$ 200 milhões. Do total, R$ 50 milhões iriam para a construção de uma maternidade, R$ 90 milhões para o Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) da prefeitura de Paulínia e R$ 60 milhões para a Fundacentro, entidade de pesquisa sobre saúde e segurança do trabalhador.

Sem acordo nos pontos mais polêmicos, representantes das empresas pediram mais tempo para levar as propostas às sedes das multinacionais, alegando que elas estão em países com fusos horários diferentes. Se não houver consenso na audiência de amanhã, o caso vai a julgamento no TST.