Ontem (15/4), o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e o Grupo Estado fecharam acordo de conciliação sobre as demissões em O Estado de S. Paulo. O acerto prevê pagamento de dois salários nominais aos trabalhadores a título de rescisão e o pagamento pela empresa de seis meses do plano de saúde.
De acordo com o portal da entidade, estas condições estarão garantidas para qualquer jornalista que seja demitido pela empresa nos próximos 60 dias.
A audiência durou duas horas e meia e foi conduzida pelo desembargador Davi Furtado Meirelles e pela juíza Patrícia Therezinha de Toledo. Participaram os membros da Comissão de Negociação eleita pelos trabalhadores na assembleia realizada na sexta (12/4), além o secretário-geral do SJSP, André Freire, o diretor Jurídico, Paulo Zocchi, e o advogado coordenador do Departamento Jurídico da entidade, Raphael Maia.
Negociação
O SJSP apresentou repúdio às demissões e apoio às propostas formuladas pelo desembargador na audiência anterior, um plano de demissão voluntária com cinco salários (ou um salário por ano trabalhado), seis meses de plano de saúde e seis meses de estabilidade no emprego.
Inicialmente, o Grupo Estado ofereceu seis meses de plano de saúde e, após algumas discussões e consultas, a empresa ofereceu a indenização aos demitidos equivalente à metade do aviso-prévio.
A entidade apresentou a contraproposta de indenização nos moldes do acordo do Jornal da Tarde, com três salários de indenização e seis meses de plano de saúde. Por fim, o Grupo Estado propôs dois salários de indenização. A maioria dos trabalhadores foi favorável. Com o acordo, foi cancelada a liminar que suspendeu as demissões.
Resultado positivo
Para a diretoria do SJSP, o resultado da mobilização foi "largamente positivo". Segundo a entidade, após agir com "brutalidade e desrespeito", o Grupo Estado enfrentou a resistência dos jornalistas, foi obrigada a negociar e a conceder uma significativa indenização aos atingidos pelo corte.
Na próxima quarta-feira (17/4), às 15h, o SJSP promove nova assembleia na porta da empresa para fazer a avaliação final da mobilização, debater seu encaminhamento e resultados e discutir como prosseguir com a organização dos jornalistas.