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Dezoito de cada cem pessoas deixam de assistir às redes abertas de TV depois que se tornam assinantes de serviços de TV paga; 39 continuam vendo tanta TV aberta quanto antes e 43 reduzem o consumo de Globo, Record, SBT e Band.

Os dados fazem parte de uma pesquisa realizada pelo instituto Data Popular, especializado em classe média, sob encomenda da NeoTV, associação das pequenas e médias operadoras de TV por assinatura do país.

O estudo, apresentado ontem em congresso da NeoTV, identifica hábitos de consumo de TV aberta e internet da classe C, a nova emergente classe média brasileira, que hoje é mais da metade da população (104 milhões).

Em dez anos, a TV paga saltou de 3,5 milhões para 16,2 milhões de assinantes. Esse crescimento foi maior de 2010 para cá, graças à classe C e ao consumidor do interior.

Hoje, a classe C já é maioria na TV paga: 45 a cada cem assinantes são classe da nova média, com rendimento médio familiar de R$ 1.098 a R$ 2.999 mensais; outros 44 são da classe alta (renda de R$ 5.165 a R$ 13.846 por família/mês) e 11 são da baixa (menos de R$ 1.098 por família/mês).

"A classe média é o presente o também o futuro da TV paga brasileira", afirma Renato Meirelles, diretor do Data Popular. Ou seja, a dublagem de filmes não é mais tendência, é exigência.

Segundo o instituto, 4,7 milhões de domicílios, ou 29% do total de 16,2 milhões de assinantes, têm menos de um ano de acesso ao serviço. Desses, 95% são emergentes, da classe C.

No interior, um quarto da classe média já tem TV paga, dos quais 79% contrataram o serviço há menos de dois anos.

Baseado nos números da pesquisa, Renato Meirelles faz uma projeção de encher os olhos dos executivos de operadoras de TV paga: nos próximos cinco anos, 14,2 milhões de domicílios de classe média do interior vão aderir à TV por assinatura. Em outras palavras, a base atual de assinantes vai quase dobrar apenas com a força econômica do interior emergente.