Começa amanhã (01/08), a Semana Mundial de Aleitamento Materno. Atualmente, mais de 170 países realizam a campanha que, além de incentivar a prática entre as mães, também esclarece dúvidas sobre o assunto.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) orienta que as mães amamentem seus bebês, exclusivamente, até os seis primeiros meses de vida, ou até os dois anos de idade, se possível, acrescida de alimentação complementar. A recomendação é reflexo de estudos científicos que relacionam a boa saúde das crianças ao aleitamento materno. Dados do Ministério da Saúde mostram que a amamentação reduz em até 13% a taxa de mortalidade infantil. Além disso, graças ao leite da mãe, o bebê está imune a diversas doenças, entre elas a anemia e infecções intestinais.
Segundo a pediatra Lillian Sanchez Lacerda Moraes, as propriedades imunológicas presentes no leite materno não são substituídas por outros alimentos. Ela reforça que até mesmo a legislação atual, que garante a licença maternidade às mulheres, figura como forma de incentivo à amamentação. “Algumas empresas chegam a dispensar as mães por até seis meses, mais uma forma de promover a prática de amamentação entre as mulheres”, acrescenta ela, que é cooperada da Unimed Cuiabá.
Um dos mitos relacionados à amamentação é quanto aos tipos de alimentos ingeridos pelas mulheres. A maioria das pessoas acredita que comer derivados do leite, canjica ou cerveja preta pode aumentar a produção do leite materno. Outro é o colostro, um líquido fino amarelado ou esbranquiçado, produzido nos primeiros dias após o parto. Devido a sua aparência, muitas mães sentem medo de oferecê-lo aos bebês. Porém, o colostro é considerado a “primeira vacina” dos recém-nascidos por conter, além de nutrientes, substâncias chamadas imunoglobulinas. Estes anticorpos protegem os bebês de infecções e viroses.
Alimento completo e essencial
O leite materno é de extrema importância para os bebês, já que é rico em moléculas PSTI (pancreatic secretory trypsin inhibitor – em português, inibidor da secreção da tripsina pancreática), responsáveis pela proteção e reparação do intestino. Com isso, as temidas cólicas dos recém-nascidos são menos frequentes. Além do PSTI, no leite materno estão presentes também carboidratos, gorduras, ferro, proteínas, sais minerais e vitaminas que o tornam o alimento mais completo para os bebês.