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De acordo com material publicado no site do Sindicato dos Radialistas de Santa Catarina, em nova audiência na SRTE/SC (Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego de SC) na tarde de terça-feira (20) os representantes patronais decepcionaram os jornalistas. Mantiveram a proposta apresentada na reunião anterior de aumento do piso para apenas R$ 1.728,00 e reajuste de 7,16% para os demais salários. A única novidade foi a participação do Sindicato das Empresas de Rádio e TV como ouvinte.

Representado pelo diretor Osmar Schlindwein e pelos advogados Gustavo Guimarães e Aglaê de Oliveira, o Sindicato das Empresas de Jornais e Revistas de pronto respondeu que não teve condições de melhorar a proposta apresentada na audiência do dia 13 de agosto. O argumento foi de que o desempenho das empresas no segundo semestre do ano passado e primeiro semestre de 2013 foi “um terror”. Até a variação da cotação do dólar e sua repercussão na compra do papel para impressão de jornais e revistas foi usada para frear a pedida dos jornalistas por salários mais dignos.

Já os representantes do SJSC, os dirigentes Valmor Fritsche e Aderbal Filho, e o advogado Prudente Melo contra argumentaram com dados que apontam um bom desempenho econômico das empresas de comunicação em 2012, além de sua inclusão na MP da desoneração da folha de pagamento. E questionaram: o que justifica, num estado que sempre figura entre os sete melhores desempenhos do PIB nacional, o piso dos jornalistas ser tão baixo e menor que o dos outros estados do Sul?

Diante dos argumentos conjunturais e da indignação dos representantes dos jornalistas com a proposta patronal, os prepostos do Sindejor/SC se dispuseram a prosseguir com a negociação e a buscarem uma reavaliação de sua proposta. Comprometeram-se a manifestar uma posição diretamente ao Sindicato dos Jornalistas na próxima semana. Nova audiência na SRTE ficou agendada para o dia 3 de setembro, caso as partes não cheguem a um acordo até lá.

Disposição de dialogar

Ausentes das negociações coletivas há muitos outonos e invernos, o Sindicato das Empresas de Rádio e TV (SERT/SC) compareceu à audiência representado por sua atual presidente, Marise Westphal Hartke, e pelo advogado Marcos Antônio Silveira. Receptiva, a nova dirigente demonstrou disposição em melhorar o diálogo com o SJSC e acatar – no que concerne aos jornalistas que trabalham em emissoras de Rádio e TV – o que for definido na Convenção Coletiva com o Sindejor/SC.