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Encomendada pela Secretaria da Comunicação e da Inclusão Digital, uma pesquisa chamou a atenção do Ministério Público de Contas do Rio Grande do Sul, que encaminhou representação ao Tribunal de Contas do Estado para averiguar o caso. O estudo perguntou a 2.400 entrevistados sobre a "imparcialidade" do jornal Zero Hora, do Grupo RBS.

O levantamento foi realizado em abril deste ano pela empresa Foco Opinião e Mercado Ltda., de Santa Catarina, com contratação do governo de Tarso Genro (PT). De acordo com o Estadão, o trabalho custou R$ 400 mil aos cofres públicos.

Sobre a pergunta "O jornal Zero Hora faz uma cobertura imparcial dos assuntos do Governo do Estado?", o procurador-geral Geraldo Da Camino, que assinou o ofício do MP de Contas, diz que "não se depreende qual a finalidade e o interesse público, em possível desatendimento às disposições constitucionais na realização dos gastos". Ele afirma também que "dentre os itens pesquisados, alguns contemplam aspectos que tornam questionável sua inclusão na pesquisa", como, por exemplo, uma indagação que buscou comparar a atual administração com a anterior, de Yeda Crusius (PSDB).

Neste momento, o ofício será analisado por uma equipe técnica do TCE. Diretor executivo de Jornalismo do Grupo RBS, Marcelo Rech diz que a situação é estranha. "O uso de dinheiro público para aferir em pesquisa a cobertura de veículos privados é no mínimo estranho, especialmente porque o governo buscou aprofundar a percepção apenas sobre um veículo, no caso, Zero Hora. Mas não surpreende que a pesquisa, realizada em abril, tenha apontado que o público em sua maioria considera Zero Hora um jornal imparcial". (Redação Comunique-se)