O tradicional Grito dos/as Excluídos/as chega a sua 19ª edição e será realizado neste sábado, 7. A concentração será a partir das 8h30, no Largo Glênio Peres, centro de Porto Alegre. Na parte da tarde, às 13h, serão realizadas oficinas sobre protagonismo juvenil, no Colégio Pão dos Pobres (Rua da República, 801 – Cidade Baixa).
O objetivo é fortalecer a organização, a mobilização e a luta popular. Além de denunciar todas as injustiças promovidas pelo sistema capitalista, implantado em nosso país e que causa a destruição, a privatização das políticas públicas, a precarização da vida, a mercantilização e a financeirização dos bens comuns.
Confira a pauta defendida nesta edição do evento:
– Por uma Constituinte livre, soberana, democrática e popular: rumo a mudanças de verdade que garantam a efetiva participação popular.
– Pela democratização dos meios de comunicação: o povo não é bobo! Abaixo a Rede Globo! RBS mente!
– Por 10% do PIB para a Saúde e a Educação públicas, gratuitas e de qualidade.
– Pela defesa e fortalecimento do SUS e por solidariedade e apoio aos Médicos Cubanos e ao programa Mais Médicos.
– Por solidariedade às Empregadas Domésticas nas suas lutas por direitos trabalhistas.
– Por uma Copa do povo, que respeite os direitos da população, e que não conceda nenhum incentivo à máfia da bola.
– Pela defesa da água como um bem público e direito universal.
– Pela reforma agrária e pelo fortalecimento da agricultura familiar como forma de erradicar a miséria no campo e melhorar a vida da juventude, com produção e consumo saudáveis, sem agrotóxicos e em defesa das sementes crioulas.
– Pela defesa e promoção da Economia Popular Solidária.
– Pelo fortalecimento do programa de aquisição de alimentos e a valorização da sociedade civil organizada no combate à fome.
– Pelo fim da violência e do extermínio das juventudes, em especial dos jovens negros, e contra a redução da Maioridade Penal.
– Pela demarcação das áreas indígenas e a titulação dos territórios quilombolas.
– Pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial, contras terceirizações e pelo fim do fator previdenciário.
– Por um transporte público, de qualidade e acessível para todos.
– Contra a criminalização e a repressão das mobilizações de rua e dos movimentos populares e pela desmilitarização da Polícia Militar.
– Pela equidade de gênero e pelo fim da violência contra as mulheres.
– Por uma reforma tributária com justiça fiscal que respeite o princípio da capacidade contributiva e que contribua para a redução das desigualdades sociais.
– Pela taxação das grandes fortunas: Que os ricos paguem a conta.
– Pela Memória, Verdade e Justiça, com a revisão da lei da anistia e a punição dos torturadores.
– Todo apoio aos trabalhadores e excluídos de todo mundo, promovendo uma cultura da paz, com soberania das nações e o direito da autodeterminação dos povos. (Fonte: CUTRS)