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A quantidade de pessoas que pediu afastamento do trabalho devido a riscos ergonômicos e sobrecarga mental atingiu 20,76% dos pedidos de benefícios ao INSS em uma década. O estresse, as dores na ocasionadas por má postura e o esforço repetitivo superaram os casos de fratura, que alcançaram a marca de 19,43% entre 2000 e 2011.

Os números foram divulgados no último boletim informativo quadrimestral, no dia 28 de março, sobre benefícios por incapacidade do Ministério da Previdência Social.

A informatização dos serviços, antes executados manualmente, e o acúmulo de tarefas são os principais responsáveis pelo crescimento de 28,6% nos casos de afastamento por stress. No ano 2000, para cada mil trabalhadores, 6,85 apresentavam esse problema. No ano passado, foram 8,81 para a mesma proporção.

De acordo com o diretor do Departamento de Saúde e Segurança Ocupacional do Ministério da Previdência, Marco Pérez, até o trabalhador da indústria, por exemplo, está propenso a desenvolver doenças sobrecarga mental.

“Houve mudanças nos processos produtivos de todos os ramos econômicos. Hoje o trabalhador está operando mais computadores do que máquinas e, com isso, aumenta a sua responsabilidade e o expõe a esses tipos de risco”, disse.

Apesar de os números não serem nada animadores, eles já eram esperados. “A exposição aos esforços repetitivos e à sobrecarga mental foi se intensificando na última década, mas é um problema que começou nos anos 1990, quando o país passou a apresentar um aumento de afastamento por problemas em razão de esforços repetitivos”, explica Pérez.

Para frear a sobrecarga mental e os riscos ergonômicos dos trabalhadores, cabe às empresas intensificarem a prevenção. “Os dados são um simbolizador para o nosso país. As empresas têm de prevenir os riscos”, alerta o professor de segurança do trabalho da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, João Silvestre da Silva Júnior.