Em uma reunião tensa, realizada com trabalhadores do Radiojornalismo e os diretores da EBC Mário Maurici, vice-presidente, e o diretor geral, Pedro Henrique Varoni, que acumula a Presidência, foi cobrado da empresa mais transparência e detalhamento do desenho institucional e o novo formato de programação. Na ocasião foi lida uma carta que questiona a forma como foram promovidas as mudanças na estrutura das Rádios, tudo sem participação e conhecimento dos empregados do quadro e dos ouvintes.
Foi explicitado, também, o desconforto, o inconformismo e o repúdio pela maneira como a contratação do Jornalista Sidney Rezende ocorreu, sua divulgação e o valor do contrato que gira em torno de 600 mil reais/ano, em um cenário de crise política e econômica do país, e da EBC, em particular, que acumula dívidas de cerca de 30 milhões de reais, e onde faltam gravadores, operadores, jornalistas, carro, papel higiênico e ar condicionado, para citar alguns problemas cotidianos vividos nos últimos meses, além, é claro, de terceirização da atividade-fim, com a contratação de um jornalista e mais quatro profissionais agregados.
Maurici afirmou que a empresa pretende com a mudança de estrutura cortar vários cargos e economizar R$ 17 milhões de reais. Segundo, ele, R$ 8 milhões iriam para novas funções técnicas e gratificadas e o restante para a implantação do PCR. Como R$ 4 milhões já estariam sendo contabilizados com a dispensa dos cedidos, faltariam 3 milhões. Sendo, assim, segundo Maurici, surgiu a ideia de avaliar GDAC, HE e PF.
Ao fazer tal afirmação, em uma conversa preliminar da qual participaram Carlos Alberto, Sinrad-DF, Suane e Jonas Valente, do SJPDF, na sala da vice-presidência, foi esclarecido ao diretor da empresa, a questão da GDAC que a direção da EBC estude acabar, o que era algo pacificado desde o início da discussão do Plano e que com o contrato do Sidney e mais cabides daria o milhão necessário, não havendo necessidade de mexer na Prorrogação de Jornada, coisa que na reunião com os trabalhadores eles garantiram não irão cortar.
Diante das mudanças iminentes previstas, ficou clara a grande preocupação dos empregados do radiojornalismo: o que irá acontecer com os noticiários e consequentemente com os profissionais?
O vice-presidente, Mario Maurici, disse que isso seria decidido pela equipe, mas a comissão de empregados cobrou que repórter e editores participem.
A Direção
Fonte: material publicado no site do Sindicato dos Radialistas/DF