14/10/2013 – Insensibilidade patronal dá passo atrás na negociação dos radialistas cariocas

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14/10/2013 – Insensibilidade patronal dá passo atrás na negociação dos radialistas cariocas

Assim como nós estamos dando início em nossa Campanha Salarial, os radialistas do RJ já estão em sua 3ªrodada de Negociação. Resgatamos aqui a síntese do que vem se passando e, como a cada ano que passa, se repete. Só eles querem ganhar! Confira a reprodução parcial do Informativo dos cariocas que têm nova reunião marcada para amanhã, dia 15.

Na terceira rodada de negociação para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho 2013/2014 dos radialistas, realizada na semana passada, mais uma vez o sindicato patronal mostrou total desinteresse em negociar com a categoria. Além de não avançar na proposta inicial de 5,5% para o reajuste salarial, ainda pioraram em algumas cláusulas que só prejudicam os trabalhadores.

A nova contraproposta dos patrões significa um claro retrocesso, ao alterar cláusulas como a 15ª, que trata da alimentação, com a inclusão do parágrafo 2 que diz: “Acordam as partes que o auxílio refeição fornecido aos radialistas que tenham que cumprir o intervalo intrajornada de uma hora em sua jornada de trabalho deverá atender as condições mínimas de calorias prevista no PAT, adequando o valor às localidades onde se situam as empresas”. Os trabalhadores, no entanto, reivindicam o valor de R$ 18,00 (dezoito reais) por dia trabalhado.

Outras alterações desfavoráveis ao trabalhador que a bancada patronal tentou fazer a categoria “engolir” nesta contraproposta foram referentes à jornada de trabalho em externa, escala excepcional de trabalho, férias (cancelamento ou adiamento).

 

Nova contraproposta é rejeitada

 

Diante desse novo posicionamento do patronato, o Sindicato dos Radialistas/RJ informou aos prepostos das empresas que, depois de consulta às bases, ratificam a decisão de rejeitar as cláusulas novas e qualquer alteração nas já existentes que representem redução ou supressão dos direitos dos trabalhadores.

Mas, diferentemente do sindicato patronal, a bancada profissional, demonstrando interesse em negociar, aceitou permanecer com três cláusulas da convenção anterior que tratam da Sindicalização, Reciclagem Profissional e Adicional Noturno.

Contudo, os trabalhadores enfatizaram que não abrem mão da EQUIPARAÇÃO SALARIAL entre a capital e o interior, seja para rádio e televisão, visto que as funções são as mesmas e o lucro das empresas são muito altos. A bancada profissional entende que o salário no interior está muito defasado e, por isso, não aceita outra negociação.

 

Empresas faturam como nunca, mas querem nos dar esmola

 

Assim como aconteceu na reunião anterior, a representação profissional se recusou a negociar as cláusulas econômicas enquanto os patrões insistirem nos míseros 5,5% que querem nos empurrar goela abaixo. Os radialistas deixaram bem claro que consideram esse índice uma afronta à categoria, não só por estar abaixo de todas as projeções de inflação para o período envolvido, como, principalmente, pelo excelente momento em que vivem as empresas de comunicação no Brasil, em franco crescimento.

Segundo dados do mercado, à disposição de todos os que se dispuserem a uma rápida pesquisa na internet, os três dos maiores conglomerados de radiodifusão do país – Globo, SBT e Band – obtiveram resultados fabulosos em 2012. Estão nadando em dinheiro! As Organizações Globo viu seu lucro aumentar 36% no ano passado, fechando em R$ 2,9 bilhões. Por sua vez, a emissora de Silvio Santos faturou 60% a mais, elevando seu lucro para 52,5 milhões (R$ 20 milhões a mais que em 2011). Já a Band elevou em 31% a sua receita de publicidade no mesmo período.

Dissemos em alto e bom som aos representantes patronais que não podemos aceitar nada que signifique migalha, enquanto os donos da maior empresa de comunicação – os irmãos Marinho – figuram na lista dos bilionários da revista Forbes como o 7º, 8º e 9º mais ricos do país.

 

Exigimos avanços nas negociações com ganhos reais para a categoria!

 

A expectativa para a próxima reunião – que está marcada para o dia 15 de outubro (terça-feira) – é de que haja progresso, pois já será conhecido o índice oficial da inflação que dará base para a negociação daqui para frente. Este momento é, portanto, de máxima mobilização da categoria. O povo está na rua exigindo melhoras e diversas categorias estão nos dando um belo exemplo de força e união. Juntos podemos conquistar mais!