Assim como nós estamos dando início em nossa Campanha Salarial, os radialistas do RJ já estão em sua 3ªrodada de Negociação. Resgatamos aqui a síntese do que vem se passando e, como a cada ano que passa, se repete. Só eles querem ganhar! Confira a reprodução parcial do Informativo dos cariocas que têm nova reunião marcada para amanhã, dia 15.
Na terceira rodada de negociação para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho 2013/2014 dos radialistas, realizada na semana passada, mais uma vez o sindicato patronal mostrou total desinteresse em negociar com a categoria. Além de não avançar na proposta inicial de 5,5% para o reajuste salarial, ainda pioraram em algumas cláusulas que só prejudicam os trabalhadores.
A nova contraproposta dos patrões significa um claro retrocesso, ao alterar cláusulas como a 15ª, que trata da alimentação, com a inclusão do parágrafo 2 que diz: “Acordam as partes que o auxílio refeição fornecido aos radialistas que tenham que cumprir o intervalo intrajornada de uma hora em sua jornada de trabalho deverá atender as condições mínimas de calorias prevista no PAT, adequando o valor às localidades onde se situam as empresas”. Os trabalhadores, no entanto, reivindicam o valor de R$ 18,00 (dezoito reais) por dia trabalhado.
Outras alterações desfavoráveis ao trabalhador que a bancada patronal tentou fazer a categoria “engolir” nesta contraproposta foram referentes à jornada de trabalho em externa, escala excepcional de trabalho, férias (cancelamento ou adiamento).
Nova contraproposta é rejeitada
Diante desse novo posicionamento do patronato, o Sindicato dos Radialistas/RJ informou aos prepostos das empresas que, depois de consulta às bases, ratificam a decisão de rejeitar as cláusulas novas e qualquer alteração nas já existentes que representem redução ou supressão dos direitos dos trabalhadores.
Mas, diferentemente do sindicato patronal, a bancada profissional, demonstrando interesse em negociar, aceitou permanecer com três cláusulas da convenção anterior que tratam da Sindicalização, Reciclagem Profissional e Adicional Noturno.
Contudo, os trabalhadores enfatizaram que não abrem mão da EQUIPARAÇÃO SALARIAL entre a capital e o interior, seja para rádio e televisão, visto que as funções são as mesmas e o lucro das empresas são muito altos. A bancada profissional entende que o salário no interior está muito defasado e, por isso, não aceita outra negociação.
Empresas faturam como nunca, mas querem nos dar esmola
Assim como aconteceu na reunião anterior, a representação profissional se recusou a negociar as cláusulas econômicas enquanto os patrões insistirem nos míseros 5,5% que querem nos empurrar goela abaixo. Os radialistas deixaram bem claro que consideram esse índice uma afronta à categoria, não só por estar abaixo de todas as projeções de inflação para o período envolvido, como, principalmente, pelo excelente momento em que vivem as empresas de comunicação no Brasil, em franco crescimento.
Segundo dados do mercado, à disposição de todos os que se dispuserem a uma rápida pesquisa na internet, os três dos maiores conglomerados de radiodifusão do país – Globo, SBT e Band – obtiveram resultados fabulosos em 2012. Estão nadando em dinheiro! As Organizações Globo viu seu lucro aumentar 36% no ano passado, fechando em R$ 2,9 bilhões. Por sua vez, a emissora de Silvio Santos faturou 60% a mais, elevando seu lucro para 52,5 milhões (R$ 20 milhões a mais que em 2011). Já a Band elevou em 31% a sua receita de publicidade no mesmo período.
Dissemos em alto e bom som aos representantes patronais que não podemos aceitar nada que signifique migalha, enquanto os donos da maior empresa de comunicação – os irmãos Marinho – figuram na lista dos bilionários da revista Forbes como o 7º, 8º e 9º mais ricos do país.
Exigimos avanços nas negociações com ganhos reais para a categoria!
A expectativa para a próxima reunião – que está marcada para o dia 15 de outubro (terça-feira) – é de que haja progresso, pois já será conhecido o índice oficial da inflação que dará base para a negociação daqui para frente. Este momento é, portanto, de máxima mobilização da categoria. O povo está na rua exigindo melhoras e diversas categorias estão nos dando um belo exemplo de força e união. Juntos podemos conquistar mais!