A Federação dos Radialistas – FITERT repudia veemente a possibilidade de demissão de cerca de 213 funcionários terceirizados da TV Senado. Além de ganharem no geral 30% a menos que os trabalhadores regulares, segundo levantamentos da Central Única dos Trabalhadores (CUT), os terceirizados ainda sofrem com a precarização de suas condições de trabalho e riscos constantes de demissão. A redução do orçamento do contrato na TV Senado que garante os profissionais terceirizados pode chegar a 40,2%.
Não é justo que os trabalhadores paguem por essa redução do orçamento. Sabemos que não falta dinheiro, o que falta é uma gestão dos recursos que garanta os direitos da classe trabalhadora.
A TV Senado cumpre um papel importante na sociedade, por ser uma TV pública que possui a responsabilidade de mostrar com transparência as tramitações que ocorrem no legislativo. É inadmissível que um corte de funcionários como esse ocorra, colocando em xeque a construção de uma TV pública de qualidade.
Segundo levantamento do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF (SJPDF), caso os cortes no contrato da área de comunicação sejam feitos em 20%, número sugerido no diálogo da Mesa Diretoria da casa, a cobertura jornalística ficaria restrita ao Plenário e à presidência, mais de cinco programas seriam extintos, todas as atrações culturais sairiam do ar e o atendimento por parte do arquivo a outras emissoras seria prejudicado.
O Sindicato dos Radialistas do Distrito Federal declarou que repudia as demissões e que defende a garantia do trabalho das pessoas. Além disso, o Sindicato fará parte dos atos e atividades no Distrito Federal contra as demissões.
A FITERT lutará pela manutenção dos empregos de todos os trabalhadores (as) da TV Senado, pois entendemos que uma Televisão Pública deve respeitar os direitos garantidos na Constituição Federal.
A Mesa Diretora não pode atacar os trabalhadores (as) com o discurso de redução de custos, sem verificar o papel social da TV Senado no cenário nacional.
A FITERT está dialogando com vários senadores que se colocaram contrários a esta arbitrariedade da Mesa Diretora anunciada pelo seu presidente.
Diretoria Colegiada