Aconteceu no último dia 15 a segunda reunião de negociação entre o sindicato dos radialistas (Sterts) e o dos jornalistas (Sindjor) de Sergipe com a entidade patronal, sob mediação da Superintendência Regional do Ministério do Trabalho naquele Estado. A intervenção do MTE foi solicitada pelos sindicatos de trabalhadores devido à postura de descaso dos patrões com a pauta protocolada desde 15 de abril.
A reunião estava marcada para o dia 13, mas poucas horas antes o sindicato patronal informou que não estaria presente.
Os trabalhadores reivindicam reajuste de 15% sobre os pisos – que hoje estão estabelecidos em R$ 1.032,36 para radialistas, R$ 967,85 para as áreas artística e técnica e R$ 1.180,67 para jornalistas. Os sindicatos também cobram avanços nas cláusulas sociais (tíquete refeição, plano de saúde, auxílio creche e outros que representem a melhoria das condições de trabalho para esses profissionais).
O preposto do sindicato patronal informou que os patrões querem limitar o reajuste a 7%, o que foi rejeitado de imediato pelos presidentes dos sindicatos de trabalhadores, que reivindicaram a continuidade das negociações e pediram o agendamento de nova rodada. A expectativa das diretorias do Sterts e do Sindjor é na próxima reunião os patrões não apenas apresentem nova proposta de reajuste dos pisos, mas também respondam à reivindicação de implantação das cláusulas sociais. A nova rodada ficou marcada para o dia 27 deste mês.
Para o presidente do Sindicato dos Radialistas de Sergipe e secretário de relações sindicais da Fitert, Fernando Cabral, "o momento é de aumentarmos a mobilização, pois a classe patronal não respondeu os itens nos quais buscamos as melhorias sociais e também rasgou as propostas econômicas apresentadas pelos trabalhadores tanto na pauta conjunta como na pauta específica".
Pela bancada dos trabalhadores, além de Cabral estiveram presentes o secretário de imprensa da Fitert e diretor social do sindicato sergipano de radialistas, Valter Albano (de camisa azul), o radialista Alex Carvalho (eleito diretor social para a próxima gestão que estará à frente do Sterts no quadriênio 2013-2017) e a jornalista Carolina Rejane (presidente do sindicato da categoria irmã). (Fonte site Fitert)
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