Na tarde de ontem o presidente Elto se reuniu com diretores da Rede de Baixos Salários e demais sindicatos cujos trabalhadores vêm sendo vítimas de demissões ocorridas no Grupo. Pela RBS participaram Deli Matsuo, vice-presidente de Pessoas e Tecnologia, Ary dos Santos, assessor jurídico da RBS. Além de nossa entidade participaram da reunião os representantes dos sindicatos dos Jornalistas, Milton Simas, dos Gráficos, Luciano Bernardo, e dos Administrativos, Volmir Sauer.
Ante as cobranças das entidades representativas dos trabalhadores referentes às demissões, os empresários se limitaram a justificá-las como sendo resultantes de normas adotadas para a implementação de um novo perfil, alicerçado, principalmente, pelas inovações tecnológicas tão presentes no dia a dia das empresas e trabalhadores.
Entre essa adequações estão o encerramento das atividades da Engage Eventos que tradicionalmente produzia o Planeta Atlântida e o Donna Fashion Iguatemi. Quanto às demissões ocorridas na TVCOM, segundo os empresários, estas foram necessárias para equilibrar os custos da emissora. Também as demissões em cargos de gerência estão ocorrendo em virtude de uma maior simplificação do sistema gerencial do grupo.
Matsuo falou que as avaliações por meritocracia continuam sendo realizadas a cada dois anos e, aqueles que não se adequam a sua política, saem da empresa e novas contratações são realizadas, destacando que só com o Tecnopuc, mais de 90 pessoas já foram contratadas.
Em nossa opinião, é muita falação e pouca explicação convincente que justifique tal enxugamento de despesas que, como sempre, recai sempre sobre os trabalhadores. Será que a política de avaliação por méritos implementada no Grupo, não deveria, necessariamente, passar também pelos atuais gestores da RBS?