Os bancários do HSBC promovem nesta terça-feira 25, Dia Internacional de Luta na América Latina contra as demissões que vem sendo realizadas pelo banco inglês em toda a região. Os trabalhadores também exigem melhores condições de trabalho, mais respeito e valorização.
A mobilização foi definida durante a 9ª Reunião Conjunta das Redes Sindicais dos Bancos Internacionais, realizada entre os dias 6 e 8 de maio, em Assunção, promovida pela UNI Américas Finanças e Comitê de Finanças da Coordenadoria de Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS), com apoio da Federação dos Trabalhadores Bancários e Afins do Paraguai (Fetraban).
Na ocasião, os integrantes da rede sindical do HSBC avaliaram a atuação do banco no Brasil, México, Argentina e Uruguai. "Ficaram constatadas as péssimas condições de trabalho e os sindicatos não aceitam que os cortes de despesas e provisionamentos bilionários por conta das ilicitudes praticadas pela alta cúpula do banco, como lavagem de dinheiro e venda irregular de produtos, recaia sobre os trabalhadores, levando a exigência de cumprimento de metas cada vez mais abusivas e não garantindo emprego decente", afirma Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT.
Para o presidente da Contraf-CUT e da UNI Américas Finanças, Carlos Cordeiro, "é fundamental a unidade de ação em todos os países latino-americanos onde o banco atua, como forma de fortalecer a luta em defesa dos empregos e dos direitos dos trabalhadores".