Passam-se os tempos e algumas cabeças, ditas da mídia de opinião, não têm a menor vergonha em expor seu desconhecimento. Liberdade de opinião todos devem ter, mas para isso devemos ter um mínimo de embasamento teórico e conhecimento sobre as causas. Isso parece não acontecer com o colunável de ZH, senhor Paulo Santana.
28 de janeiro de 20142
Greve, tudo bem, é um direito dos trabalhadores e muitas vezes o último refúgio que eles têm para valer seus direitos.
Greve sim, mas esculhambação e predomínio das ações dos grevistas sobre a lei, definitivamente não.
A Justiça do Trabalho nitidamente aceitou sugestão de minha coluna em ZH para fixar em 70% da frota em funcionamento nos horários de pico, três horas pela manhã, três horas pela tardinha, contra os 30% apenas da frota que os grevistas queriam para servir suas comodidades.
Pois bem, diante da determinação da Justiça do Trabalho, sabem qual foi a resposta das entidades que dirigem os grevistas? Pois foi uma resposta no meu entender desaforada: que não tinham tempo para mobilizar os 70% da frota nos horários de pico para ontem à tardinha.
Mas como? Entraram em greve e foram para as praias veranear?
A Justiça do Trabalho tem de multar rigorosamente esses sindicatos.
Ninguém desconhece os direitos dos trabalhadores. Mas acima de tudo estão os trabalhadores e seus familiares que precisam do transporte coletivo para sobreviver.
Acima de tudo.