Na tarde da última segunda-feira, representantes do Sindicato dos Jornalistas – Sindijor e Sindicatos dos Radialistas – Sterts saíram frustrados e indignados de mais uma rodada de negociação relacionada a campanha salarial 2013/2014. O motivo foi a ausência da representação do sindicato patronal. A audiência estava marcada desde o último dia 15 e, de acordo com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Sergipe – SRTE/SE, não foi dada nenhuma justificativa para o não comparecimento.
Na quinta-feira, 23, os presidentes do Sindijor e Sterts receberam, via email do presidente do SInertej – Sindicato das Empresas de Rádio, Televisão, Jornais e Revistas do Estado de Sergipe, Adriano Bomfim, comunicando seu afastamento da direção do sindicato por motivos de saúde. Com isso esperava-se que o vice-presidente, Messias Carvalho, comparecesse a reunião, afinal na audiência do dia 15 ele estava lá representando do sindicato patronal. Vale ressaltar que essa já é a segunda vez nessa rodada de negociação que a audiência não é realizada porque o sindicato patronal não enviou representante. “O sindicato patronal tem uma direção composta e é fato que na ausência do presidente, o vice ou até o secretário geral podem comparecer a uma audiência, afinal um sindicato não é só a figura do presidente”, aponta Caroline Santos, presidenta do Sindijor/SE.
Para as direções executivas dos dois sindicatos é evidente que o Sinertej usa o recurso da renúncia do presidente (como ocorreu na campanha salarial 2010/2011) para dificultar as negociações e deixar os trabalhadores sem reajuste salarial e sem atender as demais reivindicações apresentadas nas propostas dos sindicatos. “Não vamos aceitar esse subterfúgio. Já basta o fato dos patrões sequer considerarem as reivindicações que vão além da questão salarial”, disse Fernando Cabral, presidente do Sterts.
Menor que inflação
Na audiência ocorrida dia 15, o Sinertej, mais uma vez, apresentou um percentual de reajuste abaixo da inflação. Em um ofício seco, o vice-presidente, Messias Carvalho apresentou como contraproposta patronal o índice de reajuste de 7%. As duas categorias reivindicam 15% de reajuste linear, com o objetivo de valorizar o trabalho dos comunicadores sergipanos que têm (tanto jornalistas quanto radialistas) um dos pisos salariais mais baixos do Brasil. Fonte: http://www.sindijor-se.com.br/ler.php?codigo=563