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Recentemente foi divulgado que a expectativa de vida do brasileiro cresceu 11,24 anos entre 1980 e 2010, mas os dados positivos sobre a esperança de vida da população divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam para problemas antigos que deverão se agravar nas próximas décadas. A preocupação principal, assim como apontam especialistas, é a política previdenciária brasileira, que precisará de atenção especial do Legislativo e do Executivo para não desencadear um colapso financeiro.

O déficit da Previdência Social atingiu no fim do ano passado R$ 42,3 bilhões, alta de 9% em relação a dezembro de 2011, quando a conta ficou negativa em R$ 38,8 bilhões. Apenas no mês de junho deste ano, o déficit nas contas da Previdência chegou a R$ 3,2 bilhões, frente aos R$ 2,9 bilhões contabilizados no mesmo mês de 2012 — alta de 7,8%. Segundo o especialista em direito previdenciário André Viz, apenas o fator previdenciário, em vigor desde 1999 no Brasil, não será suficiente para conter o saldo negativo nos cofres do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

“A previdência vai precisar se readequar para absorver na folha de pagamento novos aposentados que receberão do Estado por mais tempo. O fator previdenciário criou certo equilíbrio nas contas da União, mas não será suficiente para custear essa nova demanda. Políticas restritivas, além da ampliação da arrecadação, deverão ser implementadas pelo governo para fazer com que a conta feche no azul”, conclui.

De acordo com a pesquisa, o Brasil terá mais idosos vivendo por mais tempo, mas especialistas destacam a falta de políticas públicas específicas para o novo perfil da população. O cenário da terceira idade, sobretudo no Brasil, vive carências históricas que não entram nas pautas do legislativo. De acordo com Sérgio Camargo, especialista em previdência social, o Brasil vai experimentar, nos próximos anos, os resultados da omissão aos idosos, que serão maioria no país.

“A pesquisa do IBGE constata que o Brasil foi impactado de maneira positiva com os efeitos do avanço mundial na tecnologia e, consequentemente, no avanço da medicina em seus diversos aspectos, o que contribui para que a população viva mais e melhor. Entretanto, o governo não conseguiu traduzir estes números em investimentos eficazes de políticas públicas em saúde, educação, lazer, assistência social, dentre tantas outras necessárias, para sem a interferência internacional, alcançar o mesmo resultado”, afirma.