A atitude covarde e arbitrária da direção do Grupo Record (TV Record Rio e RecNov) ao promover uma onda de demissões em massa em seu quadro funcional, que já atingiu mais de 900 profissionais radialistas desde outubro do ano passado, provocou uma reação firme e vigorosa do Sindicato dos Radialistas/RJ em defesa dos(as) funcionários(as) da empresa.
Para atenuar os impactos desse verdadeiro atentado à dignidade humana e forçar a empresa a negociar com os trabalhadores, o Sindicato apresentou, em duas ocasiões (em março e em junho deste ano) denúncias ao Ministério Público do Trabalho, pedindo não apenas a mediação do órgão para a busca de uma solução negociada, como também para que sejam investigadas as irregularidades tanto no processo de demissão coletiva quanto aos indícios de que a empresa estaria pretendendo terceirizar sua atividade-fim, numa afronta à legislação trabalhista do país.
Com base nas denúncias apresentadas pelo Sindicato dos Radialistas/RJ, em conjunto com a entidade sindical dos jornalistas, a procuradora do Trabalho Lúcia de Fátima dos Santos reuniu-se na última quarta-feira (12 de junho) com os representantes de ambos os sindicatos, que reiteraram as irregularidades praticadas pela TV Record Rio e pela RecNov – empresas do Grupo Record – que além de demitirem quase mil empregados, se recusam a receber os representantes das duas categorias. A procuradora aceitou o pedido dos trabalhadores para buscar uma intermediação com a Record.
Além de recorrer ao Ministério Público do Trabalho, o Sindicato decidiu também suspender por tempo indeterminado todas as homologações de rescisão de contratos encaminhadas pela RecNov, até que uma solução de consenso seja encontrada.