Participamos dos recentes protestos realizados em Alecrim, contra a construção das barragens BiNacional de Garabi/Panambi no Rio Uruguai. Também se fizeram presentes a este protesto o MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), o MST (Movimento dos Sem Terras), Igrejas Católica e Luterana, moradores de Alecrim, representantes do Sindicato Rural de Porto Xavier, vereadores e vice-prefeito de Porto Mauá.
Aproximadamente as 6h45 da manhã de 21 de agosto, o acesso dos trabalhadores da empresa contratada para realizar os estudos do solo no lado brasileiro, foi trancado assim como o das duas saídas da cidade, fazendo com que todos voltassem para o alojamento. Diante disso foi realizado o deslocamento até um local chamado Lajeado Traíra, onde uma infraestrutura foi montada junto a um salão de festas da comunidade para que se realizassem refeições e repouso.
Um representante da empresa se comprometeu de que enquanto não houvesse uma negociação entre as partes, o trabalho seria cancelado. Já um representante do Consórcio Energético do Rio Uruguai se faria presente até às 12 horas do dia seguinte. Uma parcela dos participantes do protesto tomou então o canteiro de obras onde estavam instaladas as máquinas da empresa. Na quarta, dia 21, o grupo se reuniu nas primeiras horas da manhã e em reuniões deliberou que caso não houvesse a retirada dos equipamentos, as máquinas seriam retiradas pelos integrantes do movimento. Por volta das 11h45, representantes da empresa, comunicaram a chegada do assessor de comunicação do Consórcio de que estavam esperando os representantes do movimento no salão da comunidade.
Então uma reunião muito tensa foi realizada, em que de um lado estava o povo atingido e de outro, o responsável pela comunicação do Consórcio. Essa reunião durou cerca de 1 hora e então foi firmado um acordo de retirada das máquinas do canteiro de obras.
Uma nova reunião foi agendada para o dia 12 de setembro, com representantes da Eletrobrás, Consórcio Energético do Rio Uruguai, MAB, MST, colônia de pescadores de Alecrim e Porto Mauá, cidades que serão as mais atingidas pelas barragens, e demais cidades da região. Foi assinado um acordo, escrito a punho, assinado pelas entidades presentes, na qual o Sindicato dos Radialistas-RS através de seu diretor Jorge Nascimento esteva apoiando e assinando o documento.
Jorge Nascimento – Diretor

