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06.11.2013 - Decreto que permite migração de rádio AM para FM será assinado amanhã - O que está por traz da migração das rádios Am para o Fm no Brasil

A presidenta Dilma Rousseff vai assinar nesta quinta-feira (7) o decreto que permite a migração das emissoras de rádio AM para a faixa FM. A cerimônia está marcada para as 11h, no Palácio do Planalto.

A migração é um desejo antigo dos radiodifusores. A proposta foi feita pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), em parceria com entidades estaduais. O dia 7 de novembro, para eles, é simbólico, pois o consideram como sendo o Dia do Radialista, em mais uma divergência, pois comemoramos a data em 21 de setembro.

A seguir, leia a posição da Fitert sobre o assunto, em material publicado na íntegra, assinado por seu coordenador José Antonio de Jesus da Silva.


Polêmicas a parte, o rádio se desenvolveu até se tornar o meio de comunicação mais importante do mundo, ultrapassando a então soberania dos jornais impressos. Coberturas de guerra, telejornais, telenovelas e programas de entretenimento variados transformaram o aparelho na vedete dos cidadãos nas cinco primeiras décadas do séc. XX. Foi só com o surgimento e a popularização da televisão, nos anos 50, que o rádio começou a perder seu espaço. Contudo, agilidade de seu método de propagação ajudou o rádio a permanecer vivo e presente em praticamente todo o mundo até esta segunda década do séc. XXI.

A celebração da primeira grande transmissão radiofônica do Brasil também marcou época por originar a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, primeira estação do País. Doada ao governo em 1936, a estação permanece em atividade até os dias de hoje, agora com o nome de Rádio MEC. Com o passar dos anos, novas rádios foram sendo criadas pelo país. Fundada em 1928, em São Paulo, a Rádio Sociedade Record - posteriormente batizada apenas como rádio Record - foi outra que marcou época e permanece em atividade. A ela se seguiram outras icônicas estações brasileiras, como Bandeiras, Tupi, Nacional, Gaúcha de Porto Alegre, Globo e Excelsior.

Ainda antes do advento da televisão, as donas de casa brasileiras suspiravam com os romances das telenovelas. Enquanto isso, os homens acompanhavam aflitos aos jogos de futebol tão belamente narrados pelas ondas magnéticas. Os radialistas apresentadores de telejornais, programas humoristas e programas esportivos se tornaram imortalizados por sua contribuição no meio da comunicação. Além de instrumento de entretenimento e informação, o rádio passou a se tornar canal de comunicação direta entre as autoridades e a população. Ainda hoje, oi presidentes do Brasil discursa semanalmente no programa Café com a Presidente.

Então, o que temos visto na verdade é a repetição simultânea da programação de rádios AM por algumas FMs e o nascimento de rádios AM direto no dial FM sem jamais terem ocupado espaço no dial AM. Isto  podemos dar alguns exemplos: Os casos mais festejados de "migração de rádios AM para o FM" são os das rádios CBN AM 860, Super Rádio Tupi AM 1280 e Rádio Globo AM 1220. Só que nenhuma dessas três jamais migrou de uma faixa para outra. Ou seja, da faixa AM para a faixa FM. As três conseguiram espaço no dial FM e passaram a usar canais de FM para repetir integralmente a mesma programação que transmitem nas frequências originais de Amplitude Modulada. A CBN desalojou a Globo FM 92,5, que como a Rádio Globo e a CBN, pertence ao Sistema Globo de Rádio (SGR). A Tupi desalojou a Nativa FM 96,5, outra rádio Associada que, para não sair do ar, arrendou a Antena 1 FM 103,7. Por fim, a Rádio Globo arrendou a antiga frequência FM 89,3 (atual FM 89,5) da Nova Brasil FM, que antes da Globo estava arrendada para a Nossa Rádio FM.

O dial AM tem ainda várias rádios que não migraram para o FM: Fluminense, Relógio, Copacabana, Rede Sucesso, Manchete, MEC AM, Tropical AM, Tamoio, Rádio Brasil, Record, Capital, Canção Nova, Metropolitana, Nacional, Mundial, Boas Novas, Bandeirantes, Rio de Janeiro, Rádio Livre, Rádio Popular, Continental e Grande Rio. É provável que ninguém me convença que todas essas rádios tenham condições de terem repetidoras no FM ou de migrarem para o FM. Não há espaço no dial FM para tanta rádio, mesmo que acabem com todas as atuais rádios FM. Não no atual rádio analógico. E mesmo porque, dessas rádios AM, as que não são mantidas por governos ou por igrejas ou outros grupos confessionais mal tem condições de se manterem no ar no AM, que dirá de migrar para o concorrido dial FM ou de ter repetidora no FM.

O rádio AM tem sido uma ferramenta importante para o povo de nosso país no sentido mais amplo, pois é através do rádio que chegam as informações nos locais mais longínquos deste continente chamando Brasil.

O governo e os empresários brasileiros não estão preocupados com o povo e o desemprego que esta transferência irá trazer para os trabalhadores radialistas, neste sentido a FITERT - Federação dos Radialistas se coloca contrária a migração do AM para o FM, pois entende que não há nenhum benefício real  para a sociedade brasileira.

A FITERT defende a digitalização de todos os sistemas existentes em nosso país, o Rádio AM, FM, ONDAS MÉDIAS e ONDAS TROPICAIS, por entender que desta forma o governo atende aos interesses do povo e não aos interesses meramente capitalistas do lucro e da exploração da sociedade.

Não concordamos que o Governo utilize o discurso de lançar o decreto da migração do Rádio AM para o FM no dia 07 de novembro por ser o dia comemorativo da profissão de Radialistas.

A FITERT e seus sindicatos filiados não reconhecem dia 07 novembro como sendo DIA do RADIALISTA, para nós, 21 de setembro é, e sempre será a data histórica para o conjunto dos radialistas brasileiros, que foi a data que instituído o piso nacional dos radialistas através do decreto lei nº 7.984, de 21 de Setembro de 1945.

 

Federação dos Radialistas Brasileiros - FITERT

 

José Antonio de Jesus da Silva

Coordenador – FITERT



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