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24.06.2015 - Jornalistas cariocas denunciam que assembleia de reposição salarial é marcada por manobra da Globo

De acordo com informações publicadas no site do Sindicato dos Jornalistas/RJ, após mais de 20 anos sem amparo, a categoria carioca conquistou, em maio deste ano, um piso salarial fixado em lei, estabelecido em R$ 2.432,72. Porém, uma campanha patronal tenta reduzir este valor. Os patrões querem impor o fechamento nos valores de R$ 1.600 para TV, de R$ 1.450 para rádio e de R$ 1.550 para jornais e revistas.

Na última segunda-feira (22/6), o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro (SJPRJ) realizou assembleia dividida em duas sessões, uma em sua sede e outra no Bar Enchendo Linguiça, da Lapa, no centro da cidade, para discutir a reposição salarial. Foi o oitavo encontro e reuniu um número histórico de jornalistas: 229.

A ação das empresas de rádio e TV levou à aprovação de um acordo salarial que rebaixa o piso, concede reajuste abaixo da inflação atual e prevê pagamento parcelado do retroativo. A decisão não foi a mesma na votação do segmento de jornais e revistas, que rejeitou a proposta dos patrões e segue em negociação.

A assembleia da manhã foi conduzida por evidentes manobras patronais. Foi apurado que editores e chefes da TV Globo circulavam entre os profissionais para conduzir os votos favoráveis e contrários. A emissora teria levado os jornalistas em seus carros de reportagem — o que foi negado pela emissora. Quem liderava a equipe era o diretor de jornalismo, Marcelo Moreira, que não escondeu seu posicionamento na votação, pedindo que jornalistas levantassem ou abaixassem os braços.

Segundo a presidente do Sindicato, Paula Máiran, a redução foi aprovada porque os votos das duas assembleias foram somados. A maioria — 101 —, votou contra o rebaixamento. Os demais jornalistas perderam por 11 votos. 

O grupo que votou conforme a vontade dos patrões, sob falsas ameaças de que teriam salários cortados em até 30% e que não receberiam parcela da participação de lucros, pode fazer com que os jornalistas tenham reajuste de 7,13%, cujo retroativo a fevereiro poderá ser parcelado em até quatro vezes, dependendo do número de profissionais empregados na empresa. 

"Não é de agora que eles [patrões] cooptam os colegas para votar conforme suas intenções. Fiquei satisfeita em perceber a reação do restante da categoria. Profissionais de vários veículos compareceram e ficaram chocados com isso", disse. 

Nas redes sociais, os jornalistas mostraram indignação com a aprovação do acordo rebaixado e planejam uma mobilização para tentar impedir o resultado. Paula destaca que os patrões alegam que os Sindicatos são inflexíveis, mas reitera que eles não se dispuseram a negociar com a entidade. “A gente não pode se dividir. Os vilões não são os jornalistas que votaram a favor, mas os patrões”, afirmou.

O Sindicato preparou relatório para encaminhar ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que monitora a campanha. "O Sindicato, em momento algum, vai se voltar contra os colegas. A gente denuncia porque vimos e recebemos relatos. Queremos proteger o direito dos trabalhadores", acrescenta.



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