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21.06.2017 - Rejeição da reforma trabalhista na CAS amplia chances de vitória sindical

Vitória dos trabalhadores, derrota do governo. A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado rejeitou nesta terça (20), por 10 votos a 9, o relatório da reforma trabalhista elaborado pelo senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que reproduzia o texto aprovado pela Câmara.

Com a rejeição do relatório de Ferraço, a presidente da CAS, Marta Suplicy (PMDB-SP), pôs em votação relatório de Paulo Paim (PT-RS) vetando o texto de Ferraço – que foi aprovado de forma simbólica. Mas a tramitação da reforma ainda passa pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e segue a plenário, que poderá votá-la entre os dias 4 e 5 de julho.

O texto já havia sido aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Dia 13, o relator leu parecer favorável à aprovação da reforma e rejeitou todas as emendas ao texto, mantendo o teor do projeto aprovado na Câmara.

Diap - Para o diretor do Diap Antônio Augusto de Queiroz, a derrota do governo significa “uma injeção de ânimo no movimento sindical, que estava um pouco desanimado frente à perspectiva de placar adverso na Comissão de Assuntos Sociais”. “Essa reviravolta mostra que os senadores estão permeáveis ao desgaste do governo, principalmente quando se aproxima o período eleitoral. Está cada vez mais claro que um governo com tamanha ilegitimidade não tem como conduzir reformas tão profundas”, avalia Toninho.

O diretor do Diap diz que a vitória reforçará a mobilização sindical nas bases e também nas lutas unitárias. “As chances do projeto retornar à Câmara dos Deputados aumentaram fortemente”, ele afirma.

CUT - Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, “esse resultado é uma demonstração cabal de que a mobilização é a arma mais eficaz da classe trabalhadora contra os desmontes sociais, trabalhista e previdenciário que Temer e sua turma querem fazer”.

“Vamos continuar mobilizados rumo a greve geral, disse Vagner que completou: “é importante continuar e reforçar as nossas mobilizações nos estados e municípios, principalmente nas bases dos senadores que fazem parte da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde a proposta vai ser votada no próximo dia 28”.

Essa é a primeira de uma série de derrotas que a CUT, centrais e movimentos sociais vão impor a Temer. O Palácio do Planalto dava como certa a aprovação do relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que foi rejeitado.

Vagner alerta que a rejeição do relatório na CAS representa uma derrota política de Temer, mas a luta segue na CCJ, sob relatoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR). e no plenário da Casa. Isso porque a CAS aprovou o voto em separado do senador Paulo Paim (PT-RS), mas o resultado da votação não interrompe a tramitação da proposta do governo. A decisão final sobre o voto em separado do Paim e a proposta do governo cabem ao plenário do Senado.

Veja como votaram os senadores:

Ângela Portela (PDT) - Não

Humberto Costa (PT) - Não

Paulo Paim (PT) - Não

Paulo Rocha (PT) - Não

Regina Sousa (PT) - Não

Eduardo Amorim (PSDB) - Não

Hélio José (PMDB) - Não

Lídice da Mata (PSB) - Não

Randolfe Rodrigues (REDE) - Não

Otto Alencar (PSD) – Não

 

Waldermir Moka (PMDB) - Sim

Elmano Férrer (PMDB) - Sim

Airton Sandoval (PMDB) - Sim

Cidinho Santos (PR) - Sim

Vicentinho Alves (PR) - Sim

Dalirio Beber (PSDB) - Sim

Flexa Ribeiro (PSDB) - Sim

Ricardo Ferraço (PSDB) - Sim

Ana Amélia (PP) - Sim

Com informações da CUT, Agência Sindical e Diap



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