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09.08.2017 - Dirigentes da CUT-RS debatem ações para fortalecer os sindicatos e barrar as reformas de Temer

Dezenas de dirigentes da CUT de todo o Rio Grande do Sul se reuniram na manhã desta última terça-feira (8), no auditório da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação, em Porto Alegre. O objetivo do encontro foi planejar as ações de resistência daqui para frente, discutir uma campanha de valorização das entidades sindicais e intensificar a denúncia permanente dos parlamentares golpistas nas suas bases eleitorais.

“Esta plenária é muito importante para pensarmos a resistência e organizarmos o próximo período para enfrentar o golpe”, disse o secretário-geral adjunto da CUT-RS, Amarildo Cenci. “É fundamental construirmos os processos de forma coletiva para executarmos as resoluções da 15ª Plenária Estadual/Congresso Extraordinário da CUT-RS, que ocorreu nos dias 14 e 15 de julho”, continuou ele na abertura da reunião.

Três eixos estratégicos nortearam o debate: organização, valorização e fortalecimento dos sindicatos e da CUT; organização dos comitês sindicais e populares; e preparação da greve geral e deslegitimarão das reformas Trabalhista e da Previdência do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB).

Valorização dos sindicatos

O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, destacou que a valorização e o fortalecimento das entidades sindicais “é um tema que muito angustia os sindicatos devido à sustentação financeira”.

“Há muito tempo, o movimento sindical vem apanhando com o discurso da grande imprensa e do empresariado. Infelizmente, o senso comum está vencendo o debate”, disse. Nespolo salientou a necessidade de realizar uma grande defesa e valorização dos sindicatos para fortalecer o bom sindicalismo.

O objetivo da campanha, que está em fase de construção, é mostrar a importância das entidades sindicais para a proteção dos direitos das categorias e da classe trabalhadora, como forma de enfrentar o impacto da lei 13.467/2017, a Reforma Trabalhista, fortalecer a organização nos locais de trabalho, estimular o aumento das sindicalizações de trabalhadores e garantir a sustentação financeira das entidades.

“Ninguém conseguirá enfrentar a nova onda sem se fortalecer e isso se faz com sindicalização dos trabalhadores e com debate na sociedade”, garantiu o presidente da CUT-RS. Como exemplo, ele lembrou a criação da campanha contra a Reforma da Previdência, que foi referência para todo o Brasil.

Deslegitimação das reformas

“Vamos continuar denunciando os deputados e senadores que votaram a favor dessa antirreforma trabalhista. São inimigos da classe trabalhadora e devem receber o troco nas próximas eleições”, declarou Nespolo.

O dirigente sindical garante que eles não serão reeleitos em 2018. “Vamos intensificar nossas ações junto aos seus redutos eleitorais, para que não sejam reeleitos, nem eles, nem seus afilhados políticos”.

De acordo com ele, a CUT está lutando pela realização de um referendo popular “para revogar esse entulho golpista, que representa uma volta aos tempos da escravidão em pleno século 21”. Nespolo acredita que o referendo é uma oportunidade de debater e esclarecer a sociedade sobre o retrocesso que a política neoliberal dos golpistas impõe.

“Vamos criar as condições para realizar mais uma greve geral, ainda este ano. Temos um longo período de resistência pela frente e o nosso trabalho de base precisa ser permanente”, apontou o dirigente da CUT.

Organização dos comitês de resistência sindicais e populares

A necessidade de intensificar a organização dos comitês sindicais e populares, como uma ferramenta indispensável para resistir às reformas, espaço de solidariedade de classe e de enfrentamento ao ataques neoliberais, foi outro ponto de pauta do encontro.

A secretária de Finanças da CUT-RS, Vitalina Gonçalves, resgatou como se deu o processo de construção dos comitês, que atuam na base, potencializado após a criação da Frente Brasil Popular.

“Os comitês são espaços importantes que favoreceram a organização das greves que realizamos no último período”, contou ela. “O desafio que temos nas cidades, onde já existe o comitê, é que se reúnam com regularidade e não apenas para organização de atos. E vamos priorizar a construção desse espaço nos principais municípios gaúchos”, afirmou Vitalina.

Agenda de lutas

Também foi definida a realização de caravanas por oito macrorregiões da CUT no estado: Planalto, Noroeste/Missões, Centro, Vale do Taquari/Jacuí, Vale dos Sinos/Vale do Paranhama, Sul, Serra e Metropolitana. As datas serão definidas na próxima semana.

A reunião deliberou ainda sobre a importância da participação dos sindicatos e das federações no Grito dos Excluídos, tradicional manifestação popular que ocorre desde 1995 no dia 7 de setembro em todo o país. Este ano, a atividade terá como tema “Por direitos e democracia, a luta é todo dia” e mais uma vez será um espaço de unidade dos movimentos sociais e sindical.

Outro destaque na agenda dos próximos meses apontada como central para a resistência e fortalecimento da democracia foi a Jornada Continental por Democracia e contra o Neoliberalismo, que será realizada de 16 a 18 de novembro, em Montevidéu, capital do Uruguai. Fonte: CUT-RS



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