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22/11/2012 Um salário indigno e patrões gananciosos

 

Causa estranheza, caros colegas radialistas, ouvir (a ladainha de sempre) dos patrões, na mesa de negociação com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Rádio e Televisão do Rio Grande do Sul que eles não têm condições de pagar salários mais dignos.

Escrevo isto, após nosso Sindicato informar o resultado da reunião de negociação salarial, realizada terça-feira e quarta-feira desta semana.

Dizem eles, os patrões, que, o que podem oferecer é um percentual abaixo do índice da inflação do período. Vê se pode. Eles afirmaram isso na mesa de negociação.

Há décadas, nos profissionais do rádio, estamos a somar perdas salariais. Basta dizer que – vergonhosamente – o piso da categoria já está se igualando ao salário mínimo nacional e ficando abaixo até do regional pago no Rio Grande do Sul.

A chiadeira é geral na base. Nossa direção sabe disso, e não é de hoje. Mas vem lutando incansavelmente para mudar este cenário e, inclusive, para manter conquistas históricas e necessárias para nossa classe.

Mas os patrões não podem pagar mais. Dizem não ter condições de pagar mais.

Agora, Associação Gaúcha de Rádio e Televisão, em seu Agert Informa do mês de setembro de 2012 publicou na página 5: “Rádio cresce 10.04% no semestre”.

Os dados citam como fonte a Meio&Mensagem e diz que o faturamento do rádio nos primeiros seis meses deste ano fechou em R$ 564 milhões, o que correspondeu a um acréscimo de 10.04%, em relação ao mesmo período de 2011, quando o meio faturou R$ 512 milhões.

De maneira geral, diz a matéria, as emissoras acreditam que o meio (Rádio) fechará o ano com resultados melhores – isso mesmo, melhores – do que os do semestre. Eles apontam que o melhor resultado se deve a conquista de uma nova audiência: o público on-line. Ou seja, joga-se para a rede mundial de computadores a programação, com a possibilidade de ampliação de sua audiência, e, por conseqüência, abocanhar novos clientes (leia-se: faturar mais), mas sem repassar nada ao profissional que está no ar, gerando o conteúdo.

Alguma coisa está errada. A informação da Associação que engloba as emissoras de rádio é positiva para o meio, mas esquecem isso na mesa de negociações, quando nosso Sindicato, na luta há 50 anos, tenta avançar em discussões trazidas da base, das assembléias, de colegas que, assim como eu, desejam manhãs mais dignas, dias mais festivos, noites mais tranqüilas...

Ah, e em pensar que o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) anunciou em setembro que o salário mínimo no Brasil deveria ser de R$ 2.616,41, a fim de suprir as necessidades básicas do brasileiro e de sua família.

Isto, levando-se em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deva ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência.

Claudiomiro Sorriso

Radialista desde 1986

Diretor Regional Santa Rosa do Sind. Radialistas/RS



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